Sociedade | 29-02-2008 12:57

Azambuja disponível para receber super prisão

O vice-presidente da Câmara da Azambuja disse hoje que o Governo está a estudar a hipótese de instalar uma mega-prisão naquele concelho, mas o executivo afirma que “anda em contactos” com instituições públicas e “nada está assumido”. Em declarações à agência Lusa, o vice-presidente da Câmara Municipal da Azambuja, Luís Sousa, garantiu que já decorreram reuniões entre técnicos da câmara e o Ministério da Justiça, nas quais "avaliaram os acessos, redes de água e esgotos, além das infra-estruturas existentes".Fonte do gabinete do secretário de Estado Adjunto e da Justiça, Conde Rodrigues, confirmou à Lusa que já houve uma reunião com aquele município, mas sem qualquer compromisso.“O Ministério da Justiça anda em contactos com instituições públicas para a instalação do futuro Estabelecimento Prisional do Vale do Tejo e Lisboa, mas não há compromissos nem nada assumido”, sublinhou a fonte.Segundo o vice-presidente da autarquia da Azambuja, o local em estudo para a instalação da futura prisão situa-se na Mata das Virtudes, a Norte da sede do concelho, numa área com cerca de 300 mil metros quadrados (o equivalente a 30 campos de futebol), propriedade do Ministério da Agricultura.Luís Sousa disse também à Lusa que, no passado dia 21 de Fevereiro, o Ministério da Justiça reuniu com o presidente da autarquia "para estudarem contrapartidas", recusando revelar pormenores da reunião entre a tutela e a câmara.O autarca garante que as reuniões entre a Câmara da Azambuja e o Ministério da Justiça “decorrem desde o começo de 2008” e “estão a correr bem”.O concelho da Azambuja já acolhe as prisões de Vale de Judeus e de Alcoentre, o que, na opinião de Luís Sousa, “é uma mais-valia, pois já existe experiência com este tipo de instalações".No início deste ano, João Guimas, subdirector-geral dos Serviços Prisionais, anunciou, numa cerimónia em Fátima, Leiria, que a tutela vai construir um conjunto de novas prisões com edifícios modernos e seguros que apoiem melhor a reinserção social dos reclusos.No anúncio, feito durante o Encontro Nacional de Capelães e Visitadores de Estabelecimentos Prisionais, o subdirector João Guimas explicou que a prioridade passa pelo encerramento de cadeias "pequenas e degradadas", apostando "num novo parque penitenciário" com uma nova rede distribuída por todo o país, mas próxima do enquadramento social de origem do recluso.Nesse sentido, disse, a Direcção-Geral dos Serviços Prisionais (DGSP) quer "criar prisões que respondam com dignidade à missão dos recursos prisionais", cabendo ao recluso "cumprir a sua pena com condições onde é possível compatibilizar a segurança e o tratamento penitenciário".No entanto, a distribuição geográfica dos novos estabelecimentos será decisiva, já que os reclusos terão de estar próximos das suas terras de origem, dentro das possibilidades do sistema, alertou, na altura.

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