Sociedade | 03-07-2008 14:33

Homem que degolou mulher em Vialonga condenado a 22 anos de prisão

O homem que degolou uma mulher em Vialonga foi condenado a uma pena única de 22 anos de prisão por homicídio qualificado. O homicida, que não compareceu à leitura do acórdão, na terça-feira, dia 1 de Julho, será também obrigado a pagar 105 mil euros por danos causados à filha da vítima, que está a viver com o pai na Holanda.Numa sessão rodeada de fortes medidas de segurança, com detector de metais à entrada para o tribunal, o juiz considerou que os motivos do crime “não têm sequer explicação”. A forma como o homicida abandonou a vítima depois de lhe ter provocado graves ferimentos, em Outubro de 2007, foi outra das particularidades referidas que demonstram a natureza do crime.No julgamento, a 2 de Junho, o pedreiro de 24 anos, residente em Vialonga, confessou ter matado Vânia Niriam Fan Cok, mas que não teve intenção de o fazer. Argumentou que estava sob efeito da droga. O homicida alegou que entrou em casa da vítima por volta das 04h00 da madrugada por ser amigo do seu namorado e a ter visto a beijar outro homem. Quis pedir explicações em envolveu-se numa acesa discussão com a jovem. Depois de ser agredido por um descascador de legumes, utilizou-o para a degolar. Vânia caiu em cima de uma mesa de vidro, que lhe causou cortes e lesões em várias zonas do corpo. O homicida abandonou a casa sem solicitar ajuda.As razões apresentadas para justificar a ida do homem a casa da vítima às 04h00 da manhã não convenceram totalmente o juiz que fez a leitura do acórdão. “É muito difícil de explicar, mas não havendo outra versão, teremos que aceitar esta”, referiu.Recorde-se que o ex-namorado da vítima, e amigo do homicida, estava indicado como testemunha mas não compareceu ao julgamento. A sessão de 2 de Junho ficou também marcada por confrontos entre os familiares e amigos da vítima e do homicida à saída do tribunal. Vânia Miriam Moniz Cam Fok, mãe de uma menina de oito anos, vivia num apartamento no Bairro Residencial da Icesa, em Vialonga. Durante o processo a PJ investigou as várias pistas. Ouviu familiares, amigos e vizinhos da jovem assassinada e reuniu provas testemunhais e periciais. Como O MIRANTE referiu na altura do crime a família ficou indignada com a omissão de auxílio dos vizinhos que confirmaram ter ouvido barulhos estranhos e gritos. No apartamento havia sinais de destruição com móveis e um vidro partido. O corpo foi encontrado por um vizinho, rodeado de sangue. O homem estranhou a porta estar aberta e a luz do corredor a acesa. A GNR foi alertada e quando os bombeiros chegaram ao local depararam com um cenário “horrendo”.

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