Sociedade | 03-07-2008 14:57

IGESPAR refuta críticas da Associação de Santarém

O Instituto de Gestão do Património Arquitectónico e Arqueológico (IGESPAR) garantiu hoje que as escavações arqueológicas foram reforçadas no edifício em frente ao Teatro Rosa Damasceno, em Santarém.“As escavações arqueológicas estão a decorrer normalmente. Estão a ser acompanhados por técnicos do IGESPAR, dentro da legalidade”, disse hoje à Agência Lusa fonte do instituto, refutando as críticas da Associação de Estudo e Defesa do Património Histórico-Cultural de Santarém (AEDPHCS), que entregou na segunda-feira no Tribunal local uma queixa-crime contra uma alegada destruição de vestígios arqueológicos no edifício.Segundo a mesma fonte, as escavações, que foram reforçadas “porque o IGESPAR verificou a existência de um número maior de vestígios”, estão actualmente a ser realizadas por 13 arqueólogos, dois técnicos, dois antropólogos e cinco operários.O IGESPAR fará “um ponto de situação no final de Julho”, remetendo para data posterior a elaboração de um relatório dos trabalhos, para uma eventual alteração ao projecto de arquitectura apresentando pela firma Enfis SA/Rosa Tomás.Em causa está uma obra, num edifício do século XIX que foi sede do Clube de Santarém, que pertence à Enfis/Rosa Tomás, o empreiteiro que adquiriu, por permuta de terrenos em Almeirim, o Teatro Rosa Damasceno, processo também em tribunal. A queixa-crime entregue pela AEDPHCS exige a “anulação da permissão da demolição das fachadas e vestígios arqueológicos na obra”, a “consequente obrigação do promotor colocar uma adequada estrutura de contenção das fachadas” e a “adaptar o projecto de arquitectura aos valores arqueológicos encontrados”.Após a entrega da queixa-crime, o presidente da AEDPHCS, José Vasco Serrano, apelou à intervenção do ministro da Cultura, José António Pinto Ribeiro, para que sancionasse a empresa e que sejam “apuradas responsabilidades nas chefias do IGESPAR”, que “podia ter actuado há um ano e não actuou”.Fonte do IGESPAR acrescentou que as deliberações da Câmara Municipal de Santarém referentes a “zonas de protecção” estão sujeitas ao parecer do instituto, que será emitido após a elaboração do relatório final das escavações.

Mais Notícias

    A carregar...

    Edição Semanal

    Edição nº 1352
    24-05-2018
    Capa Médio Tejo
    Edição nº 1352
    24-05-2018
    Capa Vale Tejo