Sociedade | 10-07-2008 09:33

Prisão em Paço dos Negros solta discussão política em Santarém

O presidente da Câmara de Santarém, Francisco Moita Flores (PSD), considera que não foi indelicado com o seu congénere de Almeirim, Sousa Gomes (PS), ao não o informar que ia falar a Paço dos Negros sobre a possível implantação de uma prisão perto daquela localidade do concelho vizinho. Criticado na reunião do executivo de segunda-feira pelo vereador socialista Manuel Afonso, que considerou essa intervenção de Moita Flores num debate público uma afronta ao presidente do município vizinho, o presidente escalabitano disse não aceitar lições de moral. E afirmou que nunca instigou o público a “correr” com o presidente da Câmara de Almeirim.“A única pessoa a quem continuo a dar explicações sobre a minha conduta moral é ao meu pai. A si não”, afirmou em tom acalorado Moita Flores. Manuel Afonso tinha-o criticado pouco antes por não ter informado Sousa Gomes da sua participação nesse debate, ocorrido há cerca de duas semanas. “E como se não bastasse fez declarações, que não vi desmentidas, que me deixaram triste, como dizer para correrem com o presidente da câmara se não gostassem dele”, atirou Manuel Afonso manifestando o seu “desagrado” por achar que Moita Flores “não fez política séria” e que “não se pode pôr no pedestal do seu vedetismo e fazer o que lhe dá na real gana”. “O que o senhor fez em Almeirim foi insultar o presidente da câmara”, disse.A resposta de Moita Flores foi contundente. Acusou Manuel Afonso de “autismo absoluto” e de “adorar mentiras” garantindo que intervirá publicamente onde o entender, sabendo que quando o faz não desonra o cargo de presidente da Câmara de Santarém. “O senhor não tem estatuto para ser convidado para lado nenhum a não ser pelo seu partido para tratar de coisas do seu partido”, declarou dirigindo-se a Manuel Afonso, revelando que já tinha falado entretanto com Sousa Gomes sobre a questão da prisão e sobre a sua intervenção em Paço dos Negros.“Não aceito censura moral sobre o que se passou em Paço dos Negros. Não nasci para criar unanimidades. Quero rupturas e olhar para a frente. Exponho-me, não há nada a esconder e digo aquilo que quiser e entender”, continuou Moita Flores com Manuel Afonso na mira. O vereador socialista retorquiu que não aceitava

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