Sociedade | 18-07-2008 08:16

Idosa agredida pelo filho com um machado morreu após um mês de sofrimento

Maria Nunes, 78 anos, não resistiu às lesões graves causadas pelas agressões do filho e, depois de mais de um mês de sofrimento, faleceu na tarde de quarta-feira no Hospital de Santa Maria em Lisboa. “Ela teve algumas melhoras, não estava tão inchada, os hematomas desapareceram, mas o seu estado era muito grave e sofreu muito”, disse fonte próxima da família. O filho António Santos, pedreiro, de 50 anos, está a aguardar o julgamento em prisão preventiva. “É uma drama para esta família. Não mereciam isto. São gente trabalhadora e honesta”, adianta uma vizinha em Foros de Salvaterra, Salvaterra de Magos.O agressor sofre de esquizofrenia-doença mental grave que faz com que os doentes percam o controlo e tenham comportamentos agressivos-e tem antecedentes criminais por violência. O pedreiro sequestrou e agrediu a mãe com um machado provocando lesões graves que a deixaram em estado de coma. Como O MIRANTE noticiou, o crime aconteceu na Rua 1º de Dezembro, em Foros de Salvaterra, Salvaterra de Magos, cerca das 15h00 do dia 13 de Junho. A idosa foi assistida no local e transportada num helicóptero do INEM para a unidade de cuidados intensivos em Lisboa com um diagnóstico reservado. Ficou ligada a uma máquina que assegurou as suas funções vitais até estabilizar.A agressão ocorreu depois da GNR ter tentado negociar com o indivíduo a libertação da mãe que mantinha sequestrada há várias horas. O doente ameaçava matar quem entrasse em casa. Acabou por agredir a idosa com um machado de cozinha. Foi detido pela GNR de Salvaterra e Magos e o juiz decidiu que aguarda julgamento na prisão do Montijo.Segundo fonte da GNR, o indivíduo já tem antecedentes por agressão a familiar. A mulher, mãe de quatro filhos, está paraplégica numa cadeira de rodas, alegadamente, na sequência de agressões de que foi vítima há mais de 10 anos quando ambos viviam juntos no Alentejo. O homem cumpriu pena de prisão e quando regressou à liberdade foi viver com a mãe em Foros de Salvaterra. “Maldita hora”, lamenta uma vizinha da vítima.

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