Sociedade | 19-08-2008 07:31

Quando a veia artística desperta no Outono da vida

Quando a veia artística desperta no Outono da vida
“Foi a melancolia que me despertou o talento”, conta Clotilde Lopes Raposo, 79 anos de idade. Estava na sua casa, em Vila Moreira, Alcanena, e sentia-se triste, muito triste.Olhou para a fotografia da filha, de olhos meigos e tranças louras, pousada em cima do móvel e lembrou-se de a desenhar num pedaço de papel que ali estava. "Fiquei espantada com o que tinha conseguido fazer”, conta.Tinha 72 anos e nunca lhe passara pela cabeça pintar. Entusiamada com a descoberta, mandou comprar tintas e pincéis e deitou mãos ao trabalho. Desenhava tudo o que via, fosse um objecto na sua casa, fosse um quadro numa revista, fosse uma imagem na televisão. Muitas vezes madrugada dentro, mergulhada no silêncio.”Tenho mais tendência para os retratos ou para pintar paisagens mas só aquelas que são mais fora do comum”, explica. Inicialmente não mostrava os trabalhos a ninguém. Por receio que não fossem nada de jeito. Mas certo dia mostrou a uma amiga mais entendida em arte que lhe disse que aquilo estava muito bom e teria de ser mostrado ao mundo.Telas sucederam a telas e há cerca de cinco anos, depois de ter exposto em várias localidades, abriu uma Galeria na sua terra, a poucos metros de casa, onde tem expostas dezenas de obras a aguarela, óleo, pastel e carvão.Há quatro anos a inspiração foi cortada por um desgosto. A morte do filho. Clotilde Raposo parou de pintar. Premonitoriamente, o último quadro que pintou retratava um mar revolto anunciando uma tempestade. Agora mitiga a dor através de palavras. Pensamentos de um dilacerado coração de mãe que não entende porque o filho partiu antes dela. Leia a reportagem completa que sai à quinta-feira

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