Sociedade | 23-11-2008 14:21

Serviço Municipal de Protecção Civil de Benavente elogia simulacro de sismo

O coordenador do Serviço Municipal de Protecção Civil de Benavente fez um balanço positivo do exercício do simulacro de sismo que terminou esta tarde em Benavente e que envolveu dezenas de mortos e centenas de feridos em derrocadas, explosões, incêndios e acidentes.Miguel Duarte Cardia considerou que todos os intervenientes devem aprender com os erros parra melhorar em caso de um cenário real. Quanto à demora no socorro a algumas vítimas de derrocadas, o líder da protecção civil disse que “num cenário real o tempo de espera pode ser superior”, apesar do exercício ter criado várias dificuldades aos socorristas.O cenário previu a queda do quartel dos Bombeiros de Samora Correia onde ficaram várias viaturas soterradas, a interrupção da circulação nas estradas nacionais, a falta de energia eléctrica e dificuldades de comunicações que podem ser reais dado que vários intervenientes revelaram a O MIRAN TE que o sistema de comunicações raramente funcionou. Socorristas tiveram de recorrer a meios alternativos, como a rede de telemóveis, que em cenário real podem não existir.O coordenador da protecção civil de Benavente congratulou-se com o facto do seu município ter sido escolhido para o maior exercício nacional que mobilizou milhares de agentes da protecção civil, centenas de viaturas, figurantes e entidades externas à protecção civil ao longo de três dias. O primeiro exercício do PROCIV IV/2008 partiu de uma situação criada a partir de um simulacro de sismo de 6,9 na escala de Richter, com epicentro a quatro quilómetros de Benavente, à semelhança do que abalou a região em Maio de 1909 e matou 38 pessoas. No exercício, o próprio posto de comando, instalado no edifício da Associação Empresarial da Região de Santarém (Nersant), na zona industrial de Vale Tripeiro, junto à estrada que liga Benavente a Samora Correia, ficou sem comunicações para o exterior. Os meios enviados para o local, mesmo os das localidades mais próximas, como Salvaterra de Magos, tiveram de circular pela A1 e pela A13, já que havia informação de que a estrada nacional 118 estava fechada. As viaturas de emergência tiveram de pagar portagem na sexta-feira numa situação hilariante que a coordenação desvalorizou.

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