Sociedade | 02-05-2009 09:16

Plataforma logística perdeu importância com deslocalização do aeroporto

A grande plataforma logística que irá nascer na Castanheira do Ribatejo poderá não ter a viabilidade económica que era esperada e poderá até nem conseguir suportar o investimento inicial de 370 milhões de euros. Tudo porque assentava numa estratégia que tinha como pedra basilar o novo aeroporto da Ota, entretanto deslocalizado para Alcochete. Sem aeroporto, a plataforma logística poderá ser um “buraco financeiro”. Esta é a opinião dos deputados Helena Pinto e Francisco Louça, do Bloco de Esquerda, que visitaram o local com a comissão de moradores da Vala do Carregado. O espaço pretende ser um dos maiores pólos económicos do concelho de Vila Franca de Xira e estima-se que poderá criar 7 000 postos de trabalho directos e 18 000 indirectos. O tempo de execução do projecto da plataforma logística é de 3 anos.“Esta grande operação foi constituída como acessória em relação ao aeroporto da Ota e depende de uma estratégia que tinha o aeroporto como centro económico de distribuição de mercadorias e infraestruturas. Desde a decisão de transferência do aeroporto para a margem sul esta operação é economicamente duvidosa. Não podemos correr o risco das obras serem desorganizadas e desengonçadas, sem planeamento”, acusou Louçã. “Foi uma obra inaugurada ainda antes de estar pronta”, rematou o deputado, enquanto se dizia “abismado” com a quantidade de terra que está a ser colocada no local para elevar o nível do solo (cerca de 800 camiões carregados de terra por dia). Contactada a Câmara Municipal de Vila Franca de Xira, esta reagiu às criticas defendendo que a opção de localização na Castanheira do Ribatejo “sempre teve por base factores independentes à localização do novo aeroporto de Lisboa” e que “o factor primordial de selecção foi a sua localização estratégica”, nomeadamente a proximidade com Lisboa (30 quilómetros), eixos rodoviários (A1 e A10), ferroviários (Linha do Norte), e do canal navegável do Rio Tejo. A autarquia diz continuar a acreditar “que este investimento, relevante pela sua dimensão financeira, adquire importância, essencialmente, pelo que vai representar no contexto social e económico da Região”.

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