Sociedade | 02-05-2009 14:36

Primeiro-ministro inaugura Lar da Misericórdia no Entroncamento

O primeiro-ministro, José Sócrates, inaugurou hoje o Lar da Santa Casa da Misericórdia do Entroncamento, a “primeira grande obra” do Programa PARES a ficar concluída e que considerou representativa da “nova geração de lares para idosos”.José Sócrates realçou o facto de o Governo ter apostado no investimento na área social “no mesmo momento em que o Estado teve de fazer enormes cortes, tomar decisões muito difíceis, de rigor e de exigência”.Referindo-se ao Programa de Alargamento da Rede de Equipamentos Sociais (PARES), o primeiro-ministro afirmou que ele visa “recuperar o tempo perdido”, depois de um período em que este tipo de investimento esteve suspenso.Segundo disse, actualmente há 300 equipamentos com consignação feita, esperando que até ao final do ano o programa conte com cerca de 500, destinados essencialmente a crianças e idosos.“Este é o maior investimento alguma vez feito em equipamentos sociais das últimas décadas”, afirmou.O secretário de Estado da Segurança Social, Pedro Marques, sublinhou os 400 milhões de euros de investimento do programa, o que permitirá, quando estiver concluído, mais mil respostas sociais e a criação de mais 10.000 postos de trabalho, frisando que estes equipamentos se destinam à população da classe média e mais carenciada.O novo Lar da Misericórdia do Entroncamento, com resposta para cerca de 200 idosos e a criação de “algumas dezenas de postos de trabalho”, custou cerca de 2,5 milhões de euros, 1,2 milhões concedidos pela Administração Central a fundo perdido, 800.000 comparticipados pela Misericórdia (com recurso a um crédito junto da CGD), tendo a Câmara Municipal do Entroncamento contribuído com a cedência do terreno e apoio técnico.Sócrates realçou a importância destes “triângulos estratégicos de cooperação para ajudar quem precisa de ser ajudado”.O primeiro-ministro referiu ainda, no âmbito das políticas sociais, o complemento solidário para idosos, que abrange 200.000 pessoas que tinham rendimentos abaixo do limiar da pobreza, os medicamentos genéricos gratuitos para idosos com rendimentos inferiores ao salário mínimo e o alargamento da rede de cuidados continuados integrados, uma “falha” do Serviço Nacional de Saúde que está a ser colmata.Sócrates garantiu que, apesar de nos últimos anos a prioridade ter sido “pôr em ordem as contas públicas”, prosseguindo políticas de “grande rigor e exigência orçamental, todas as folgas orçamentais foram dirigidas para políticas de solidariedade”.Para o primeiro-ministro, a forma como as sociedades tratam os seus idosos, aqueles que “já deram tudo ao país”, é a que mede com maior intensidade a justiça e a solidariedade dessas sociedades.“Diz-me como tratas os teus idosos, dir-te-ei se tens justiça e solidariedade na tua sociedade”, afirmou.

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