Sociedade | 07-05-2009 13:49

Santarém espera 30 mil caçadores no encontro nacional

Cerca de 30.000 caçadores de todo o país são esperados sábado no 17º encontro nacional promovido pela Fencaça, que decorre no âmbito da Expocaça, mostra do sector cinegético que se realiza em Santarém de sexta-feira a domingo.Jacinto Amaro, presidente da Federação Nacional das Associações de Caçadores (Fencaça), disse que o encontro terá como tema forte a reivindicação da criação de um serviço específico para a caça e a pesca dentro do Ministério da Agricultura.Os caçadores alegam que, apesar de serem o sector que mais dinheiro dá à Autoridade Florestal Nacional, são tratados como "parentes pobres", assegurando que este não é o interlocutor de que precisam para resolver os seus problemas."Não vale a pena o Governo estar a legislar bem e depois haver uma instituição a emperrar" os processos, disse Jacinto Amaro, considerando inaceitável que "um simples processo de renovação de uma zona de caça, que é 'chapa 5', demore um ano"."Aqui não há Simplex, mas sim Complex", afirmou, apelando à criação de uma estrutura "simples" formada "por gente com sensibilidade para as questões da caça e que seja um interlocutor para resolver os problemas".Jacinto Amaro afirmou que outra questão em cima da mesa é ainda a Lei das Armas, que, embora tenha "melhorado alguma coisa graças aos esforços do secretário de Estado Ascenso Simões e do deputado Manuel Alegre", continua a "misturar pessoas de bem com criminosos".Segundo dados da Fencaça, em Portugal existem 160.000 a 170.000 caçadores com licença.A Expocaça, encontro de profissionais e amantes da caça e das armas que decorre no Centro Nacional de Exposições, em Santarém, conta este ano com 194 expositores de Portugal, Irão, Quirguistão, Namíbia, África do Sul, Reino Unido, Espanha e França.Segundo a organização, o sector da caça vale em Portugal 100 milhões de euros e representa 13.000 postos de trabalho directos e indirectos.O convénio assinado há um ano entre a Fencaça e o Governo previa a realização de um estudo para avaliar, com dados concretos, o impacto do sector na economia do país, mas Jacinto Amaro disse à Lusa que o processo não avançou.Durante a Expocaça será assinado um convénio com a Junta da Extremadura espanhola "para o desenvolvimento do sector a nível ibérico".O evento inclui demonstrações de falcoaria, experimentação de viaturas todo-o-terreno, carreiras de tiro com arco e besta e com ar comprimido, demonstrações de cão de parar, exposições de fotografia, pintura e escultura e ainda, sábado, o Encontro de Matilhas de Caça Maior, com mais de 500 cães.Segundo a organização, o certame "pretende reforçar o impacto deste sector na economia nacional e acentuar a sua importância histórica, cultural, social e ambiental".A Expocaça é organizada desde 1989 pela MC - Feiras e Eventos, Lda, tendo-se mudado de Lisboa para Santarém em 1996 devido ao crescimento do número de expositores e de visitantes.

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