Sociedade | 22-05-2009 07:40

Moita Flores apela à participação popular nas comemorações do 10 de Junho

Santarém está a ser palco de uma operação de “alindamento” e arranjos para a “recepção ao Estado português” que vai acontecer a 10 de Junho, dia em que a cidade acolhe as comemorações oficiais do Dia de Portugal.Francisco Moita Flores, presidente da Câmara Municipal de Santarém, afirmou que todo o investimento em curso na cidade se justifica porque este é “um acontecimento único” que vai projectar Santarém “não só na actualidade e na agenda política nacional, como na agenda internacional”.“Sobretudo vai atingir milhões de portugueses espalhados no Mundo inteiro”, disse, no final de uma conferência de imprensa para fazer o ponto de situação dos preparativos para as comemorações nacionais do Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas.Moita Flores disse que a escolha de Salgueiro Maia para a homenagem que será prestada dia 10 de Junho pelo presidente da República foi para si uma “surpresa”.“Depois da surpresa inicial, percebo o que o senhor presidente da República quer dizer com isto”, é que, 35 anos depois do 25 de Abril, “chegou a altura dos consensos e não das capelinhas”, da “convergência e da unificação de esforços para mudarmos este país e torná-lo mais competitivo”.“Ninguém tem o património de Salgueiro Maia. Ele representa, do ponto vista da utopia, a universalidade daquilo que qualquer povo mais anseia, liberdade, respeito pela cidadania, desejo maior de justiça social. É, de facto, o grande herói do século XX”, afirmou.Moita Flores assegurou que os custos directamente relacionado com o 10 de Junho são “meramente simbólicos” e que os custos indirectos representam investimento na resolução de situações que “há muito andavam para ser arranjadas”.O autarca referiu, nomeadamente, os arranjos e pinturas em igrejas, e muito em particular no Convento de S. Francisco, declarando “orgulho” em poder anunciar que, depois das comemorações do 10 de Junho, este monumento, que se encontra sob a tutela da Administração Central, ficará aberto ao público.“O Convento de S. Francisco é objecto de abaixo-assinados desde 1902”, disse, declarando a sua satisfação por ser no seu mandato que o monumento, “mesmo desnudado”, vai ser “definitivamente reaberto ao público”.O Convento de S. Francisco, situado junto ao edifício da antiga Escola Prática de Cavalaria (EPC), vai acolher o jantar que o presidente da República vai oferecer ao corpo diplomático e às figuras do Estado convidadas para a cerimónia.Moita Flores fez questão de realçar a exposição que vai estar patente na Sala dos Actos, na Sé de Santarém, um retrato dos 800 anos de história do país que vai ter patente documentos “únicos”, como o Tratado de Tordesilhas ou a carta de Pêro Vaz de Caminha.Destacou ainda o envolvimento da população nas comemorações, em particular a participação activa das escolas dos vários níveis de ensino.Dia 08, ao final da tarde, cerca de 300 crianças vão participar na cerimónia do hastear de mais de 100 bandeiras de países onde existem comunidades portuguesas, que vai decorrer no Largo Infante Santo (frente à antiga EPC), chamado por estes dias de “Largo das Comunidades”.A partir de sábado, dia 06, as crianças poderão divertir-se no “parque de actividades militares” que as Forças Armadas vão instalar no Jardim da República (frente ao Convento de S. Francisco), onde vão ser colocadas peças de grande porte, como um F16, uma lancha da marinha, um helicóptero Puma, poços de mergulho, entre outras, disse, frisando que há já “milhares de inscrições” feitas na Internet.Concertos, pelas bandas do Exército, da Marinha e da Força Aérea, acrobacias, descida de pára-quedistas, subidas em balão de ar quente são outras iniciativas agendadas.Moita Flores apelou à população para que alinde e enfeite as suas casas e que compreenda os transtornos que vão ser colocados à circulação nesses dias, afirmando que a cidade deverá ser visitada por entre 150.000 a 200.000 pessoas.

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