Sociedade | 25-05-2009 07:27

Crimes contra o património e violência doméstica lideram ocorrências na GNR de Tomar

Crimes de ofensa ao património, difamações e violência doméstica lideram o ranking do tipo de ocorrências mais frequentes que dão entrada no destacamento da GNR de Tomar que abrange os concelhos de Tomar, Ourém, Ferreira do Zêzere e Vila Nova da Barquinha. De acordo com o Sargento João Mota, chefe de investigação criminal da GNR de Tomar, em 2008 registaram-se apenas dois crimes de carjacking. Um ocorreu na localidade de Pereiro, Ferreira do Zêzere, quando a vítima se encontrava a comprar cerejas à beira da estrada e um segundo em Escandarão, Ourém. Em contrapartida, registaram-se 307 crimes contra o património, 137 crimes contra pessoas e 114 crimes de vida e sociedade. As conclusões foram apresentadas durante a palestra “O Mundo do Crime”, organizada por um grupo de alunos (Carlos Ferreira, Emanuel Marques, Hugo Santos, Joel Seguro e Rogério Coimbra) da Escola Secundária Santa Maria do Olival (ESSMO) no âmbito da disciplina de Área de Projecto. A sessão decorreu na Biblioteca Municipal de Tomar na quinta-feira, dia 21 de Maio e, pelo menos na fase inicial, a sala encontrava-se completamente lotada. Entre o painel de convidados encontravam-se Francisco Moita Flores, Presidente da Câmara Municipal de Santarém, Carlos Farinha, Director do Laboratório da Polícia Científica, Vítor Trindade, Comandante da PSP de Tomar e o Sargento João Mota, chefe de investigação criminal, em substituição de Manuel Lage, Comandante do Destacamento da GNR de Tomar. Na mesa encontrava-se ainda António Fonseca, que em 2001 foi vítima de carjacking numa das principais artérias de Tomar. O engenheiro seguia no seu carro, cerca das seis da manhã, quando uma outra viatura embateu-lhe na parte traseira. Quando saiu para ver o que tinha acontecido foi surpreendido por três individuos que lhe exigiram as chaves, arancando em seguida com a sua viatura. Carlos Farinha, director do Laboratório Científico da Polícia Judiciária (PJ) explicou aos presentes, a maioria alunos da ESSMO, que “48% das vítimas de carjacking são mulheres”, o que indicia alguma preferência pelo sexo feminino por parte dos criminosos. Apontou ainda que a maioria destes crimes são cometidos de noite, sobretudo entre as 23 horas e as duas da madrugada, em parques de estacionamento ou em frente a garagens e que os assaltantes têm vista carros de topo de gama. Mais desenvolvimentos na edição semanal

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