Sociedade | 06-01-2010 09:59

Advogado mete Câmara de Santarém em tribunal exigindo honorários de 500 mil euros

Um advogado interpôs seis acções contra a Câmara de Santarém nas quais exige o pagamento de honorários que diz não terem sido liquidados pela autarquia. O causídico, com escritório na cidade, Oliveira Domingos, reclama no conjunto dos processos o pagamento de cerca de 500 mil euros por ter acompanhado alguns processos no primeiro mandato de Moita Flores (PSD). Isto depois de ter terminado uma avença que mantinha com o anterior presidente, o socialista Rui Barreiro. O executivo liderado por Rui Barreiro adjudicou a Oliveira Domingos a prestação de serviços de advocacia em Setembro de 2004 por um valor de 36 mil euros por ano, pagos em prestações mensais de três mil euros. Além deste valor o contrato previa que o advogado recebesse ainda honorários nas acções da câmara municipal em que estivessem em causa valores patrimoniais. O contrato acabou um ano depois, em Setembro de 2005, antes de Moita Flores tomar posse como presidente da autarquia. Mas como havia alguns processos que estavam para decisão nos tribunais, foi pedido ao causídico que os acompanhasse. O presidente da Câmara de Santarém considera que este assunto é “uma coisa tão indigna da minha sensibilidade que não sou capaz de falar sobre isso”. Em declarações a O MIRANTE, Francisco Moita Flores realçou ainda que tem “preocupações demasiado sérias para estar a responder” a estas questões. E concluiu dizendo que ao longo da vida conheceu centenas de advogados, “alguns com quem aprendi noções de ética e nobreza, mas também alguns que estão dispostos a tudo”.NOTÍCIA DESENVOLVIDA NA EDIÇÃO SEMANAL

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