Sociedade | 08-01-2010 14:48

Casa mortuária de Manique do Intendente já funciona 24 horas por dia

Os habitantes de Manique do Intendente, concelho de Azambuja, já podem velar os seus mortos durante 24 horas por dia na casa mortuária da aldeia. A Junta de Freguesia de Manique do Intendente e a Fábrica da Igreja – que até Novembro detinha a chave – estabeleceram um protocolo para garantir o funcionamento ininterrupto do espaço que foi construído com o apoio do povo e autarcas locais.A limpeza passa a ser assegurada pela Junta de Freguesia de Manique do Intendente que fica com a chave da casa mortuária. “Não há lugar a qualquer pagamento”, diz-se no aviso distribuído pela aldeia.O presidente da Junta de Freguesia de Manique do Intendente, Herculano Martins (CDU), admite que a solução agrada aos seus fregueses. “As pessoas tinham que pagar 60 euros pelo uso do espaço e no final ainda tinham que fazer a limpeza”, explica o autarca que garante que tentou várias vezes resolver a situação ainda com o anterior padre o que não foi possível. A autarquia local procedeu também à pintura do interior do espaço e vai comprar sofás para tornar o local mais confortável. Herculano Martins diz que a junta avançou com as obras mesmo sem qualquer contrapartida financeira para o efeito. Como O MIRANTE noticiou em Abril de 2009 quem morria depois das dez da noite na aldeia tinha que ser velado em casa. A morte repentina de uma anciã da terra, que colaborou na construção da casa mortuária e toda a vida serviu a igreja da terra, revoltou familiares e populares. A conterrânea, 80 anos, faleceu a 24 de Março de 2009 após o jantar. A guardiã da chave da casa mortuária já não abriu o espaço. Já passava das 22h00, hora limite do funcionamento do espaço. O presidente da Junta de Freguesia de Manique do Intendente recebeu numa reunião informal 53 mulheres da freguesia que se mostraram preocupadas com a situação da casa mortuária e chegou mesmo a dizer que se fosse necessário apoiaria a população na construção de uma segunda casa onde a população possa velar os seus entes queridos 24 horas por dia. Sem preocupações com limite de horário de funcionamento. A actual casa mortuária foi construída na década de 80 do século XX com o apoio do povo e de eleitos locais que abdicaram de um ano de vencimento para ajudar a Igreja. Era presidente da junta à época, António José Morgado. O apoio foi concedido à Igreja que desde então gere o espaço, propriedade do patriarcado. Depois da saída da paróquia do padre Paulo Figueira, residente na Casa Paroquial de Alcoentre, e da entrada do novo pároco, Tiago Miguel Neto, a situação foi finalmente resolvida.

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