Sociedade | 21-01-2010 09:47

Dono de terreno expropriado para construir ETAR vedou acesso à propriedade

Dono de terreno expropriado para construir ETAR vedou acesso à propriedade
O antigo proprietário do terreno na freguesia de Santana do Mato, concelho de Coruche, que foi expropriado para possibilitar a construção de uma estação de tratamento de águas residuais (ETAR) destruiu o portão montado pelos serviços municipais aquando da expropriação e voltou a vedar o acesso na semana passada. Como se não bastasse, fez vários sulcos do lado da vedação e plantou sobreiros ao longo da extrema do terreno e no seu interior. Colocou ainda na vedação uma placa branca com o escrito “propriedade privada” a vermelho.Após detectarem a situação, os serviços da câmara de Coruche chamaram a GNR para garantir que na manhã desta quarta-feira, 20 de Janeiro, se repusesse o portão na vedação. O antigo proprietário não apareceu mas um seu funcionário esteve atento à intervenção dos trabalhadores municipais. Para a Câmara de Coruche, a acção do anterior proprietário do terreno expropriado, com cerca de 5.300 metros quadrados, vai causar alguns problemas burocráticos. Segundo o vereador Francisco Oliveira, presente no local, a autarquia vai ter de fazer o levantamento da espécie plantada e do número de árvores e pedir autorização à Direcção Geral das Florestas para as abater. “Esta acção demonstra que o anterior proprietário do terreno está de má fé neste processo”, disse a O MIRANTERecorde-se que a Câmara de Coruche efectuou, a 6 de Janeiro, a expropriação na zona da Maricabeças, depois de não ter conseguido negociar a aquisição do terreno com o proprietário. A autarquia alega que o proprietário expropriado quando quis adquirir o terreno a outro particular já sabia que decorria o processo para ali se instalar a ETAR de Santana do Mato. O local foi tecnicamente aconselhado pelos técnicos.A construção da ETAR de Santana do Mato está atrasada seis meses em relação ao previsto e o empreiteiro aguarda condições para montar estaleiro e avançar com a construção. O anterior proprietário representa uma empresa de actividades imobiliárias com sede na Parreira, concelho da Chamusca. Não esteve presente no local durante a operação.

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