Sociedade | 28-06-2010 07:06

Presidente da Câmara de Almeirim manda suspender obras do centro escolar de Fazendas

As obras do centro escolar de Fazendas de Almeirim continuam envolvidas em polémica. Depois de se saber que o equipamento começou a ser construído numa zona interdita à edificação, o que vai obrigar a uma alteração do Plano Director Municipal (PDM), o presidente da Câmara de Almeirim ordenou a suspensão das obras para alterações ao projecto. Sousa Gomes decidiu também enviar para a Inspecção Geral das Autarquias Locais (IGAL) o processo para que seja aberta uma investigação à aquisição dos terrenos por parte da junta de freguesia. O presidente da autarquia, quanto à suspensão da obra, justifica que tomou tal decisão para evitar que depois se tenham que fazer alterações na construção e definir já quais são as modificações necessárias e eventual reforço da estrutura já edificada. Já quanto ao pedido de investigação a situação pode estar relacionada com uma resposta às críticas da oposição, que são contra o equipamento no espaço onde está a ser feito. Sobretudo ao Movimento de Independentes do Concelho de Almeirim (MICA) que mais críticas tem feito e ao qual pertence o ex-presidente da Junta de Freguesia de Fazendas de Almeirim, Vítor Figueiredo, que no seu mandato eleito pelo PS comprou o lote de terreno onde agora está a ser erguido o centro escolar.Para Sousa Gomes pode haver alguma ilicitude pelo facto do espaço ter sido adquirido sem que estive previsto qualquer equipamento público para o local. Na última reunião do executivo, à porta fechada, o presidente em resposta a uma pergunta do MICA disse que se procedeu “ao aproveitamento de um terreno adquirido pela Junta de Freguesia, que pretendeu beneficiar alguém, com a agravante que as condicionantes referidas por mim, desaconselhavam a compra do terreno”. Mas a investigação pode também atingir o actual presidente da junta, Manuel Bastos Martins (PS), já que para a construção do centro escolar foi necessário adquirir mais um lote de terreno contíguo. E o negócio foi feito com um familiar de Manuel Bastos Martins. O presidente do município admite que esta situação também pode ser abrangida pela investigação, mas ressalva que na altura em que o lote foi comprado “não sabia que o terreno pertencia a um primo do presidente da junta”.

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