Sociedade | 09-09-2010 07:48

Agroglobal, Feira do Milho e das Grandes Culturas no Cartaxo

Toda a fileira agrícola, desde o ensino e a investigação até à valorização industrial, está presente na Agroglobal, Feira do Milho e das Grandes Culturas, que decorre esta quinta feira, junto ao Tejo, em Valada (Cartaxo).“Esta é a prova de que em alguns sectores a agricultura portuguesa é competitiva e demonstra a força e a capacidade de uma actividade que tem fins múltiplos”, disse à agência Lusa Pedro Torres, da Valinveste, Investimentos e Gestão Agrícola.O certame é uma iniciativa do Instituto Nacional de Investigação Agrária/Fonte Boa (proprietário do terreno de 200 hectares no qual decorre a feira), das empresas Valinveste e Agroterra e da Câmara Municipal do Cartaxo.Com 103 expositores, a feira decorre em campo aberto, numa área onde se encontram culturas de milho, tomate, girassol, cevada e batata e numa zona de demonstração de máquinas e equipamentos ligados à agricultura, incluindo avionetas que hoje fizeram demonstrações de pulverização.“Esta é uma actividade económica importantíssima (basta ver o nosso défice alimentar) e também imprescindível para a organização do país, do ponto de vista ambiental e social”, afirmou Pedro Torres, sublinhando que a feira mostra que a agricultura portuguesa tem força para voltar a desempenhar esse papel.O secretário de Estado das Florestas e Desenvolvimento Rural, Rui Barreiro, que hoje visitou o certame, apontou esta parceria do Estado com as empresas como “um bom exemplo” e a prova de que a investigação deve aliar-se à demonstração e às empresas.“Esta feira não só mostra que há culturas competitivas, como máquinas e equipamentos, como que em Portugal é possível competir em algumas áreas ao nível dos melhores do mundo”, disse, referindo o exemplo do milho, que tem nesta zona do país níveis de produtividade “iguais aos das melhores zonas do mundo”.No seu entender, o certame ajuda a chamar a atenção para a agricultura competitiva, que tem capacidade para fixar empresas e criar riqueza, mostrando, pela sua dimensão, “a capacidade e dinamismo do setor”.A Agroglobal dá continuidade à Feira do Milho realizada há um ano, tendo este ano juntado ao certame outras grandes culturas.A Agrogobal pretende “debater e avaliar, em condições reais, as mais modernas soluções de mecanização e toda a gama de produtos disponíveis para uma actividade económica cada vez mais eficiente”.Para os debates agendados, a organização convidou várias personalidades, algumas das quais cépticas em relação à agricultura portuguesa.O objectivo é que os agricultores oiçam os seus pontos de vista, mas também que eles próprios conheçam melhor um sector que se modernizou mas que, admite Pedro Torres, continua envolvido em alguma “opacidade”, sofrendo o efeito da falsa imagem da “subsídio dependência”.

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