Sociedade | 23-09-2010

Forcado Gonçalo Veloso aposta em carreira de bandarilheiro

O pino que faz sempre que entra na arena transformou-se na sua imagem de marca. Gonçalo Veloso começou a fazê-lo por brincadeira, mas também porque a ginástica que praticou até aos 15 anos o deixavam à vontade com a acrobacia. Os aficionados gostavam da maneira decidida com que entrava na praça e pediam que repetisse a habilidade. “É uma maneira de expressar a energia e vontade que tenho de pegar os toiros”, diz com um sorriso rasgado.Depois de onze anos no mundo da forcadagem, e 61 toiros pegados, Gonçalo Veloso, um dos mais carismáticos forcados do grupo dos Amadores de Santarém vai deixar de pegar toiros para apostar numa carreira de bandarilheiro. A decisão não foi fácil, mas está tomada. O jovem lesionou-se em Agosto numa corrida no Montijo, o que o obrigou a concluir a temporada antes do previsto. “Se não pegar mais este ano, que é o mais provável, quero fazer uma corrida de despedida no próximo ano”, diz a O MIRANTE.Ao contrário da maioria dos bandarilheiros que aposta cedo na carreira, Gonçalo Veloso começou a treinar há cerca de um ano. O jovem de 27 anos conta que foi a vontade de continuar no mundo da festa brava que o levou a optar por esta profissão. “A vida de forcado não dura para sempre e eu sempre quis deixar a forcadagem quando ainda estivesse em forma. Como quero continuar no mundo dos toiros decidi apostar na formação de bandarilheiro, que é algo que também me fascina imenso. O meu sonho é manter-me ligado à festa brava”, assegura.Um sonho que não seria possível de alcançar, como o próprio confessa, se não tivesse o apoio financeiro dos pais uma vez que esta é uma paixão dispendiosa. “Se os meus pais não me apoiassem, não apostassem em mim para eu fazer o que gosto, não conseguia correr atrás do meu sonho porque isto exige muito tempo e dedicação”, confessa.Actualmente Gonçalo Veloso dedica-se em exclusivo aos treinos de bandarilheiro. No início deste ano tirou a prova de bandarilheiro praticante participando, desde então, em corridas nas quadrilhas de cavaleiros praticantes. Reportagem completa na edição semanal de O MIRANTE que sai à quinta-feira.

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