Sociedade | 24-09-2010 00:03

Ponte de Água Boa continua por reconstruir

“É um perigo”, afirmam os agricultores que em Matas, Ourém, possuem as suas terras junto da velha ponte de Água Boa. O pilar de um dos lados da ponte ruiu com a força das águas da ribeira, em Outubro de 2005, e o tabuleiro em cimento ficou apoiado nos pedregulhos soltos da margem. A situação tem sido remediada pela população, que vai colocando algumas pedras e brita para suportar a estrutura, mas todos reconhecem que é necessária uma solução urgente. Em Fevereiro, o presidente do município, Paulo Fonseca (PS), reconheceu a necessidade das obras e anunciou que a ponte seria reconstruída, mas o problema mantém-se. “Passo por lá porque o tractor é leve, se fosse pesado não passava”, afirma Joaquim Santos, residente em Matas, cujo terreno de trigo fica mesmo ao lado da ponte de Água Boa. Assim como ele, todos os seus vizinhos continuam a utilizar o tabuleiro, ainda que reconheçam o perigo. Alguns tractores com carga preferem fazer o caminho alternativo, que obriga a um desvio de alguns minutos e a apanhar a estrada principal em alcatrão. Mas muitos sujeitam-se, mesmo com grandes cargas, preferindo ir testando a resistência da estrutura e chegar mais depressa ao destino.Joaquim Santos refere que basta chegar um Inverno mais rigoroso para a ponte ceder. Com a ajuda do entulho que se vai juntando em dias de temporal, o mais certo é a ribeira inclusive mudar o seu trajecto e correr no sentido dos terrenos agrícolas. “Isto já é um caminho velho, as pessoas têm por hábito usá-lo, sobretudo os que andam a pé, mas também passam motas”.A ribeira é que já não é a mesma de outros tempos, quase sem água e secando no Verão. “Foi uma das causas da queda do pilar”, explica. Há alguns anos, uma exploração de areias ilegal que existia na zona foi afundando cada vez mais a ribeira, desprotegendo os alicerces. Quando vieram os temporais em 2005, a força da água fez o resto. O problema é ainda mais antigo, aponta a esposa, Emília Ferreira. A ponte inicialmente era em madeira. Há cerca de 25 anos, quando foi colocado o tabuleiro de cimento, “não se fizeram os devidos alicerces”, aproveitando-se o que já havia.Reportagem completa na edição impressa de O MIRANTE.

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