Sociedade | 26-09-2010 00:59

Polis requalifica estações ferroviárias desactivadas do Vale do Tejo

As estações de caminho de ferro desactivadas nas localidades ribeirinhas vão ser aproveitadas para a criação de centros de interpretação, no âmbito do Polis Tejo, disse este sábado, em Vila Nova da Barquinha, o coordenador do programa.Em declarações à agência Lusa, José Pinto Leite afirmou que o programa Polis do Tejo “vai dar uma vida nova” a toda a região ribeirinha do Vale do Tejo, tendo destacado a sua proximidade com Lisboa, “a maior região turística” do país.“Este tema foi colocado na agenda política e foram alocados meios financeiros importantes para o litoral e para os rios, no sentido de trabalhar melhor todos os recursos hídricos, e apontando como projectos estruturantes e prioritários todos aqueles que estejam ligados ao ambiente e à segurança”, disse. Pinto Leite falava à margem da Festa da Água do Tejo, que juntou em Vila Nova da Barquinha a comunidade científica e as populações ribeirinhas para uma reflexão conjunta sobre a defesa, protecção e valorização da zona. O programa Polis iniciará um programa piloto no Tejo de “implantação de projectos estruturantes de protecção, como diques, margens e açudes, estruturas físicas indispensáveis à segurança” no rio, explicou Pinto Leite.“A partir daí, em conjunto com as autarquias, é fácil fazer outros projectos associados que melhorem o desempenho dessas próprias estruturas, como sejam ciclovias, percursos pedestres, pontes pedonais, circuitos pelos caminhos-de-ferro ou ainda percursos das redes avieiras, ou gastronómicos”, disse.Pinto Leite acrescentou que “a REFER disponibilizou-se para ceder património ao programa Polis do Tejo, nomeadamente as estações desactivadas nas localidades ribeirinhas para eventual requalificação em centros de interpretação” das realidades locais.“Com a criação destes percursos e consequente aumento de atractividade, todo o Vale do Tejo pode ganhar um vida nova, captando, nem que seja, pequenas percentagens dos milhões de visitantes que afluem todos os anos à região de Turismo de Lisboa”, observou. Promovida pelo movimento proTejo, autarquia e Rede de Cidadania por Uma Nova Cultura da Água do Tejo/Tajo, a festa visou “juntar a comunidade científica e as populações ribeirinhas para uma reflexão conjunta” sobre a necessidade de protecção da água do Tejo, em debates, concursos de fotografia, ateliês de pintura, poesia à beira rio e espectáculos musicais.

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