Sociedade | 28-09-2010 13:13

Câmara não gastou um cêntimo com concerto de Mariza em Salvaterra

A Câmara Municipal de Salvaterra de Magos diz que “não gastou um cêntimo” com o concerto da fadista Mariza na vila, que custou 59 mil euros mais IVA. Segundo a autarquia, o espectáculo até deu lucro, obtendo 85.828 euros de receita “relativos a receitas angariadas provenientes de patrocínios e parcerias estabelecidas (51 mil euros) e de receitas de bilheteira (34.828 euros)”, informa o comunicado do gabinete de comunicação e imagem do município enviado na sexta-feira, 24.O espectáculo realizado a 4 de Setembro na praça de toiros da vila tem dado polémica devido aos valores envolvidos e voltou a ser tema de debate na assembleia municipal realizada na quinta-feira, 22 de Setembro. Antes de saberem os valores do concerto, foram vários os eleitos municipais que mostraram a sua insatisfação com os “valores elevados” da iniciativa.Francisco Naia (PSD) lamentou o investimento do município no espectáculo da fadista portuguesa enquanto “cortam nos transportes escolares e cancelam a Equimagos”. Domingos Lobo (CDU) questionou a autarquia sobre os custos e as receitas obtidas pelo município com o concerto, tendo criticado as “parcerias feitas com construtoras que trabalham com a câmara”, disse o deputado.Os vereadores socialistas tinham decidido não se pronunciarem enquanto não recebessem o comunicado da autarquia sobre o concerto. Hélder Esménio (PS) disse a O MIRANTE que, com o “lacónico” comunicado, a câmara “perdeu uma oportunidade para esclarecer a população do concelho sobre o financiamento do concerto”. “A maioria do BE optou por não informar a população como tencionava custear o espectáculo. A venda de bilhetes chegou a apenas cerca de 50 por cento do preço a pagar à empresa de marketing e eventos, bem menos de metade dos custos totais, incluindo publicidade e todas as outras despesas. A maioria que dirige a câmara não apresentou qualquer plano de financiamento nem deu conta dos protocolos celebrados com os parceiros privados. Agora prosseguem com a estratégia de sempre: omitem deliberadamente na informação que prestam qual a identificação dos parceiros privados, quais os valores das suas comparticipações financeiras e que contrapartidas lhes foram dadas”, acusa Hélder Esménio.

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