Sociedade | 30-09-2010 00:11

Passagem superior sobre a linha de comboio vai dar acesso à antiga fábrica do arroz

O projecto de construção da futura passagem superior de acesso aos “Jardins do Arroz”, sobre a linha de caminho de ferro, nas imediações da antiga fábrica de descasque de arroz, não reuniu consenso entre os elementos do executivo da Câmara Municipal de Vila Franca de Xira. A minuta de protocolo - a assinar entre a câmara, a REFER e a construtora Obriverca, responsável por construir o futuro complexo urbanístico - previa a construção de uma passagem superior para automóveis sobre a linha de caminho de ferro que dá acesso ao cais ribeirinho e onde actualmente se cruzam centenas de veículos por dia. O atravessamento da linha é a única forma de aceder à fábrica do arroz. A passagem superior teria apenas um sentido e estaria reservada a veículos ligeiros e peões. A minuta não garantiu unanimidade junto do executivo que decidiu retirar a proposta e pedir um novo parecer à Estradas de Portugal sobre a matéria.“Não se percebe como vamos ficar com uma passagem superior com apenas um sentido de trânsito. Além disso assumindo que no novo edifício da fábrica vão começar a morar famílias, como vão transportar os seus móveis e outros bens pesados para as suas casas se os camiões não poderão passar na passagem superior?”, questionou o vereador Bernardino Lima, da CDU.Na resposta o vice-presidente Alberto Mesquita explicou que a criação de uma passagem inferior à linha estava “definitivamente afastada” porque precisaria de descer a uma quota demasiado íngreme e abaixo do nível do rio, o que causaria problemas de acesso em caso de inundação.No documento a REFER faz alusão também à necessidade de ser reservada uma faixa de terreno junto à fábrica do arroz destinada ao alargamento da linha do norte.“Temos um projecto de requalificação da frente ribeirinha que vai continuar e o limite de execução da candidatura é Setembro de 2011. A câmara tem rejeitado a possibilidade de alargamento da via e o melhor que conseguimos foi recuar o edifício da fábrica para manter um canal que permita a construção da terceira via da linha do Norte. Mas estando a REFER com tantos problemas financeiros não creio que seja um projecto que vá avançar”, afirmou a presidente do município, Maria da Luz Rosinha.A supressão da actual passagem de nível é uma ambição antiga do município. “Sei os problemas daquela passagem. Os toques constantes da campaínha são perturbadores e até os clínicos do Centro de Saúde se queixam do barulho”, afirmou a edil.

Mais Notícias

    A carregar...

    Edição Semanal

    Edição nº 1373
    17-10-2018
    Capa Vale Tejo
    Edição nº 1373
    17-10-2018
    Capa Médio Tejo