Sociedade | 30-09-2010 00:08

PSD de Benavente reclama deslocação do novo aeroporto mais para sul

O PSD de Benavente defende a implantação do Novo Aeroporto de Lisboa (NAL) mais a sul da localização proposta, alegando que isso “reduzirá efectivamente os impactos ambientais mais significativos identificados no Estudo de Impacte Ambiental (EIA)”.Em comunicado de análise ao estudo de impacte ambiental do NAL, cuja discussão pública terminou a 24 de Setembro, o PSD de Benavente considera “invulgar e irresponsável” a “ausência de alternativas sérias, possíveis e realistas que minimizem os prejuízos ambientais graves, ao nível local, previstos no estudo”.Sublinhando que os principais impactes negativos apontados “não possuem acções de minimização relevantes”, os sociais-democratas referem em concreto o aumento do nível de ruído “acima dos limites previstos na lei” na zona habitacional de Santo Estêvão, Mata do Duque e Zambujeiro, bem como a “depreciação significativa da qualidade do ar” nas freguesias de Samora Correia e Santo Estêvão.A eliminação da barragem de Vale Cobrão e de uma área de 1102 hectares de sobreiros e de 1675 hectares de eucaliptos são outros pontos referidos, a par da inviabilização do projecto da Portucale para a Vargem Fresca e possibilidade de esvaziamento de arrozais da várzea do Almansor devido às limitações de uso previstas.O presidente da concelhia social-democrata, Ricardo Oliveira, e o eleito do PSD na câmara municipal, José da Avó, lamentam que os benefícios directos apontados (novas acessibilidades e plataforma logística) estejam previstos para concelhos vizinhos, ficando Benavente com os “prejuízos”.O partido considera ainda as medidas minimizadoras “claramente insuficientes e redutoras”, sublinhando que a deslocação das pistas do NAL para Sul “reduziria tremendamente os impactos” referidos.“Quando o EIA prevê medidas mitigadoras de impactos que não são realistas ou que implicarão dispêndios monetários exagerados para que se concretizem, não se percebe porque não aponta medidas de minimização que impliquem a alteração no “layout” do NAL, algo que estará perfeitamente ao alcance da NAER, como a alteração nas pistas de voo”, concluem.

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