Sociedade | 30-09-2010 00:03

Vereadores dizem que “há máfias” a intimidar comerciantes em Abrantes

Os vereadores do Partido-Social Democrata de Abrantes, Santana Maia e António Belém Coelho, consideram que se vive no concelho “situações de cariz mafioso” que incluem “extorsão de dinheiro e de bens a comerciantes, através da intimidação física e de coacção psicológica, e de esquemas de contratação de elementos de comunidades marginais para amedrontar e afugentar a clientela de estabelecimentos comerciais concorrentes”. A presidente da Câmara, Maria do Céu Albuquerque (PS), considera que este tipo de linguagem “é abusivo” porque se pode estar a reportar a situações de querelas entre vizinhos. “Temos que manter algum distanciamento e contribuir para que o trabalho da PSP possa ser mais eficaz”, considera.O último caso que sustenta a tese dos vereadores sociais-democratas remete para um empresário de Abrantes que foi espancado no interior do seu café, na Avenida 25 de Abril, na noite de 21 de Setembro, por um homem que se fazia acompanhar por sete indivíduos. Em reunião do executivo camarário, os vereadores do PSD exigiram que a Câmara de Abrantes tome medidas para que “a paz pública e a segurança retornem à cidade” mas a presidente da autarquia considera que este tipo de discurso não passa de alguma especulação que está a ser feita em torno de casos pontuais. “Gostava de desmistificar esta questão porque as questões de insegurança em Abrantes são idênticas ao que se passam em outros concelhos”, disse a autarca a O MIRANTE, acrescentando que os dados que lhe chegam não provam que exista um clima de insegurança em Abrantes. “São casos pontuais, perfeitamente identificados e os dados que temos não nos permitem dizer que temos insegurança em Abrantes”, considera. Maria do Céu Albuquerque aludiu ao facto de se ter constituído o Conselho Municipal de Segurança, estando praticamente concluído o primeiro diagnóstico local de segurança que pode levar à implementação de medidas como o reforço de policiamento, inclusão de câmara de vídeo-vigilância e um trabalho de intervenção social junto das comunidades mais problemáticas.

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