Sociedade | 02-12-2010 07:53

Turismo de Lisboa apela ao espírito de iniciativa dos hoteleiros de Fátima

O director-geral da Associação de Turismo de Lisboa (ATL), Vítor Costa, foi o convidado especial de um jantar-conferência promovido pela ACISO – Associação Empresarial Ourém-Fátima, em Fátima. Sob o tema “Fátima - Marca Indissociável da Estratégia de Promoção Turística da Região de Lisboa”, o responsável apelou ao espírito de iniciativa dos hoteleiros de Fátima para se promoverem, referindo que da parte da instituição há abertura e existem mecanismos para o efeito. “Quando falamos em programas em conjunto não podemos esperar que só as instituições o façam”, referiu. A ATL possui vários mecanismos para ajudar à promoção dos hoteleiros de Fátima, como o novo plano estratégico da associação, mas a iniciativa também tem que partir dos hotéis. “Queremos evoluir para coisas novas e diferentes, tendo também em conta os interesses dos turistas”. Fátima é hoje considerada “marca internacional” da ATL, ao lado do Estoril e de Sintra. O produto principal da cidade é o turismo religioso, mas também está equacionado o “touring” cultural, paisagístico, o turismo natureza ou a gastronomia, elementos complementares da região. Brasil, Polónia, Irlanda, Itália e EUA são os principais mercados. “Há aqui uma abertura grande para a iniciativa das empresas”.Já Pedro Pereira, presidente da direcção da ACISO, referiu que se tem procurado que a marca Fátima acompanhe a de Lisboa. “Sabemos que nem todos concordarão com as vantagens decorrentes de uma nossa mais estreita ligação com a ATL, de que a ACISO e alguns dos presentes são associados. Sabemos que existe um constante receio relativamente à dimensão da capital e ao perigo de nos apagar ao nível da promoção turística. Sabemos que uma das principais acusações é a de que Lisboa apenas pretende usar Fátima como ponto de visita, tentando sempre que os turistas regressem e durmam nos seus hotéis”. Mas “isso não nos impediu de nos tornarmos associados da ATL e de acreditar que uma forte aproximação a Lisboa nos trará muito mais vantagens que desvantagens”.Pedro Pereira deu o exemplo das companhias de aviação low cost, que unem sobretudo capitais, e que o “Aeroporto Internacional, na Portela ou em Alcochete, ou talvez nos dois lados, fica sempre a sul o que nos permite em termos de atracção e organização da viagem tentar situações de complementaridade e nunca de animosidade”.“Fátima não tem a valorização que pode ter”Da parte do público, Jorge Heleno, do Hotel Dom Gonçalo, lembrou o projecto “Fátima Cidade Natal”. Uma ideia “interessante mas que esbarrou com o Santuário de Fátima”. “Fátima tem a sua delicadeza, sensibilidade, não é a mesma coisa que promover uma praia”, sublinhou. “Todos nós temos que fazer esse percurso. Temos que saber trabalhar com Fátima”, afirmou.A este respeito, o presidente do município de Ourém, Paulo Fonseca, referiu que “do ponto de vista da câmara municipal e do Santuário de Fátima há um caminho a percorrer para estarmos em parceria efectiva 365 dias por ano”. O autarca destacou que durante parte do ano “Fátima não tem a valorização que pode ter”, uma vez que o período das peregrinações decorre apenas entre Maio e Outubro. “Mas não existe só Fátima, há outros elementos que podem ser complementos turísticos, como a vila medieval ou as Pegadas dos Dinossáurios”.

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