Sociedade | 10-12-2010 17:08

Governo Civil de Santarém apela aos empresários que informem dos prejuízos com urgência

O Governo Civil de Santarém apelou hoje às pessoas cujas empresas ficaram danificadas na sequência do tornado que atingiu o concelho de Tomar que informem, com urgência, dos prejuízos.“Quanto mais rápido chegarem esses dados, mais rapidamente se podem accionar os mecanismos de apoio dos vários organismos governamentais”, disse à agência Lusa o chefe de gabinete da governadora civil de Santarém, no final de uma reunião, em Tomar, com cinco empresários, elementos do executivo municipal e de um representante do Instituto de Apoio às Pequenas e Médias Empresas e à Inovação (IAPMEI).Segundo Carlos Catalão, os empresários que ainda não informaram dos prejuízos devem contactar o posto de comando municipal, sediado no quartel dos bombeiros, sublinhando a necessidade de rapidez para que ocorra o “relançamento da actividade empresarial”.“É importante que identifiquem as necessidades para poderem obter ajudas, de forma a retomar a actividade, mas também para assegurar a continuidade dos postos de trabalho”, insistiu Carlos Catalão, referindo não existir, ainda, um número final de empresas afectadas pelo temporal, nem de postos de trabalho em causa.No final da reunião, na qual foram explicadas aos empresários as medidas que o Governo accionou em Conselho de Ministros, o responsável do Centro de Desenvolvimento Empresarial de Lisboa do IAPMEI, José Vale, sublinhou a necessidade de identificar e avaliar os danos, para se colocar em “funcionamento os mecanismos da linha de crédito bonificado para intempéries”.O Governo decidiu na quinta-feira accionar os fundos de emergência municipal, do PRODER e do Instituto de Gestão e Tesouraria para fazer face aos prejuízos provocados terça-feira pelo mau tempo nos distritos de Santarém e de Castelo Branco.Em conferência de imprensa, o ministro da Administração Interna referiu que a resolução autoriza o acesso ao Fundo de Emergência Municipal, mecanismo que envolve o Ministério da Presidência.A resolução prevê também o recurso ao fundo bonificado por parte das empresas, o que envolve Ministério da Economia, e accionar, “se necessário, os fundos do PRODER”, dispositivo gerido pelo Ministério da Agricultura e que se aplica a exploração agropecuárias eventualmente atingidas.“Concedem-se subsídios para a recuperação de equipamentos sociais (ponto na órbita do Ministério do Trabalho) e acciona-se a conta de emergência aberta junto do Instituto de Gestão e de Tesouraria do Crédito Público e que é titulada pela Autoridade Nacional de Protecção Civil”, apontou Rui Pereira.O Governo estimou na quinta-feira em 15 milhões de euros os prejuízos provocados pelo tornado.

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