Sociedade | 16-12-2010 08:26

Objectos milenares "nunca vistos" integram exposição Memória dos Sítios em Abrantes

Objectos milenares nunca vistos em público e material proveniente de escavações arqueológicas realizadas em Abrantes integram a exposição Memória dos Sítios, inaugurada quarta-feira na cidade. Dividida em três núcleos, a mostra, pertença das colecções do Museu Municipal D. Lopo de Almeida, integrará o futuro Museu Ibérico de Arqueologia e Arte de Abrantes e abarca objectos pré históricos encontrados no concelho, assim como paramentaria, punhais, pontas de sílex, cerâmicas e moedas ligadas ao período romano e muçulmano, entre outros.Isilda Jana, coordenadora da exposição, disse à agência Lusa que a mostra “ajuda a perceber e contextualizar” a história de Abrantes através de algumas peças que relatam uma vida de 800 anos – “D. Afonso Henriques atribuiu o primeiro foral ao termo em 1179” – e outras que atestam a presença humana no território com mais de cinco mil anos, como machados de sílex ou placas de xisto gravadas.Dividida por três núcleos, a parte relativa ao sagrado apresenta algumas esculturas de arte sacra, paramentos, objectos de culto e tecidos provenientes de igrejas e conventos entretanto desaparecidos. Com a criação do Museu D. Lopo de Almeida, em 1923, muito desse espólio foi nele integrado, referiu a responsável, tendo destacado a recuperação de um santo de roca, datado do século XVIII.Um segundo núcleo apresenta material da idade do bronze proveniente de escavações arqueológicas realizadas na freguesia de São Facundo e “onde a passagem do homem ficou assinalada por inúmeros objectos” de pedra e cerâmica.A estação arqueológica “permitiu trazer à superfície objectos datados da Pré-História recente, alguns deles com mais de cinco mil anos”, disse Isilda Jana.“Machados de sílex, placas de xisto gravadas e cerâmicas”, exemplificou, destacando as muitas pontas de seta em sílex como sendo as “mais notáveis pela minúcia e perfeição”. O terceiro núcleo da exposição “mostra a memória de um sítio” no castelo de Abrantes, sendo “ilustrador” do título que dá nome à colecção, disse aquela responsável. “De uma escavação arqueológica feita nos anos oitenta numa das salas do Palácio dos Governadores saíram muitas marcas de um passado mais ou menos recente, a revelar sobretudo uma ocupação contínua do lugar”, referiu, apontando para a descoberta de estatuetas, contas de colar, cerâmicas e moedas de vários períodos.A exposição vai estar patente ao público no Museu D. Lopo de Almeida, instalado no interior da Igreja de Santa Maria do Castelo, até Maio do próximo ano.

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