Sociedade | 19-12-2010 00:08

Dívida da Câmara de Santarém já atingiu os 84 milhões de euros

A dívida global da Câmara Municipal de Santarém já ultrapassou os 84 milhões de euros, revelou na sessão da assembleia municipal de sexta-feira a eleita socialista Idália Moniz, que desafiou o presidente da câmara, Francisco Moita Flores (PSD), a confirmar esses números perante o plenário. Um repto que Moita Flores contornou, acusando o PS de demagogia e lembrando a pesada herança financeira que recebeu da gestão socialista em 2005, quando tomou posse para o seu primeiro mandato. Idália Moniz fez as contas, baseando-se nos números oficiais disponibilizados pelo município aos eleitos da assembleia municipal, para arrasar a gestão de Moita Flores. Diz que entre Dezembro de 2005 e Dezembro de 2010 a dívida total cresceu de 51 milhões para 84 milhões e que só a dívida a terceiros já ascende a 63 milhões de euros (tendo aumentado 10 milhões só entre Agosto e Dezembro de 2010), quando em 2009 era de 40 milhões e em 2005 de 28 milhões. “Será que podemos dizer que entre 2005 e 2010 a dívida da Câmara de Santarém cresceu 64 por cento?”, questionou a socialista com ironia. Moita Flores apelidou de “habilidade de retórica” a intervenção de Idália Moniz, dizendo que “são contas feitas de forma demagógica” e que demonstram “o aproveitamento que o PS quer fazer das contas e dívidas que deixou”. Afirmou que os números apresentados estão errados e que em próxima assembleia vai fornecer dados credíveis sobre a situação financeira do município.O presidente da câmara observou que não podia dizer com certeza “quantos milhões estavam escondidos” fora das contas quando tomou posse em 2005, aludindo mais uma vez ao elevado número de facturas em conferência que encontrou e que, na prática, se constituíam compromissos assumidos que não estavam espelhados na contabilidade municipal. Daí refutar que a dívida em 2005 fosse de 51 milhões de euros, mas sim muito mais elevada. O autarca acrescentou que no anterior mandato andaram quatro anos “a enxertar dívida” deixada pelo PS nas contas municipais e assumiu que também a sua gestão contraiu dívidas. “Mas a Câmara de Santarém não está falida nem nunca esteve”, ressalvou.

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