Sociedade | 20-12-2010

Criança que fracturou a perna à passagem do tornado já está a recuperar em casa

O sorriso rasgado de Madalena esconde o susto que passou há cerca de quinze dias. A menina de sete anos foi projectada com violência para a zona das escadas dianteiras do Jardim Escola João de Deus, na Rua de Leiria, em Tomar, durante a passagem de um tornado que arrancou o telhado desta escola e deixou um rasto de quilómetros de devastação até à Sertã. Para além de uma fractura exposta grave na perna direita, ficou com cortes na cabeça, mãos e pulsos que obrigaram à sutura por pontos. Madalena ainda teve vómitos e sono mas os exames descartaram a hipótese de traumatismo craniano. Das 19 crianças que ficaram feridas, num grupo total de 140 alunos, Madalena foi o caso mais grave. Sentada numa cadeira de rodas, na sala de sua casa localizada no centro histórico de Tomar, a aventura é contada pela própria, sobre o olhar atento da mãe, a designer de interiores Leonor Ferreira de Matos. “Já tínhamos almoçado e estávamos na sala sentados porque íamos ter coro. As professoras levantaram-se porque começaram a ver as coisas a voar e eu fui a primeira a levantar-me porque achei que o melhor a fazer era ir atrás de um adulto”, conta. Momentos antes, tinha visto através da grande janela envidraçada, que dá para as traseiras, um fenómeno que descreve com precisão. “Era uma nuvem preta por baixo, um espacinho pequeno e depois uma nuvem gigante por cima. Parecia um sonho”, conta a O MIRANTE. Reportagem desenvolvida na edição semanal

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