Sociedade | 21-12-2010 06:47

“Já não luto pela camisola do PSD”

Mira Amaral, ex-ministro de Cavaco Silva, recorda numa entrevista a publicar na próxima edição semanal de O MIRANTE os tempos em que foi candidato a deputado pelo distrito de Santarém e fala sobre os tempos difíceis que se vivem. Mira Amaral diz que gostava de ver o líder da Associação Empresarial da Região de Santarém - Nersant, José Eduardo Carvalho, em funções de liderança associativa empresarial a nível nacional, acha que Miguel Relvas pode ser a voz que a região precisa em Lisboa e elogia Moita Flores por ter resgatado Santarém do adormecimento em que esteve mergulhada durante muitos anos. Uma entrevista do presidente do banco BIC, que guarda as melhores recordações dos tempos em que foi candidato a deputado pela região nas décadas de 80 e 90. Em 2001 surgiu surpreendentemente como cabeça de lista à Assembleia Municipal de Alcanena. Como aconteceu?Foi mais um episódio. O meu amigo Miguel Relvas pediu-me para dar o meu concurso ao PSD e eu dei o meu contributo. Devo dizer que se fosse hoje já não dava, pois já não luto pela camisola do PSD. Em termos orgânicos a minha dedicação e colaboração com o PSD acabou. Nota-se algum ressentimento. Porquê?Por causa da cena vergonhosa que me fizeram na Caixa em 2004, em que me foram buscar para os ajudar na Caixa e depois enganaram-me, enxovalharam-me de forma miserável. Mas mantém boas relações, por exemplo, com Miguel Relvas.Sempre estive e estou disponível para ajudar pessoas de que seja amigo, como já aconteceu com o dr. Luís Filipe Menezes, como acontece com o dr. Miguel Relvas e como pode acontecer com o dr. Passos Coelho. Estou disponível para o ajudar, para lhe dar as minhas opiniões. Agora contarem comigo para andar a lutar pela camisola do PSD, como aconteceu nessa altura, isso não contem, depois de ter sido vigarizado e insultado miseravelmente por um Governo do PSD na Caixa e Cahora Bassa. Porque fui convidado para resolver o problema de Cahora Bassa, resolvi, e depois nem uma palavra de agradecimento me deram. Mas a sua voz continua a ser escutada, não só no PSD como na opinião pública.É uma questão muito simples: alguns senhores Barroso, Manuela Ferreira Leite, Santana Lopes não perceberam que eu não preciso do PSD para viver. Sempre servi o país, nunca me servi do país. Digo aquilo que penso e, modéstia à parte, julgo que tenho alguma credibilidade junto da opinião pública nacional nas coisas que digo em termos económicos, industriais e energéticos. ENTREVISTA COMPLETA NA EDIÇÃO SEMANAL EM PAPEL DE QUINTA-FEIRA

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