Sociedade | 26-12-2010 00:08

Casa do Professor de Santarém quer construir lar para apoio a antigos docentes

Um dos grandes projectos da delegação de Santarém da Casa do Professor é criar um lar, “não exclusivo” a professores, mas que os apoie na última fase das suas vidas. “Queremos estabelecer parcerias com outras entidades, associações e com a autarquia no sentido de criarmos sinergias que nos permita ajudar não só professores, mas também outros profissionais que necessitem de cuidados”, explicou João Peres a O MIRANTE durante a festa de Natal da instituição.A instituição de solidariedade social está aberta todos os dias e os seus sócios têm ao dispor aulas de informática, onde podem aprender a utilizar a Internet. Pintura em porcelana, inglês, hidroginástica, ginástica de manutenção são alguns dos cursos que os sócios podem frequentar. A associação está a ponderar criar um curso de cozinha gourmet.A Casa do Professor de Santarém conta com cerca de duas centenas e meia de associados. Um dos objectivos é alcançar as três centenas de sócios nos próximos dois anos. Cada sócio paga uma quota mensal de oito euros. Podem associar-se professores de todas as idades sendo que professores com menos de 50 anos estão isentos de pagamento ou pagam um valor mais baixo.Na quinta-feira, 16 de Dezembro, foi dia de festa. De acordeão ao peito, Prazeres Marçal toca os acordes de “Uma Noite Feliz”. Os colegas acompanham-na cantando a letra da tradicional música de Natal. Esta foi a canção que marcou a despedida do tradicional almoço de Natal da Casa do Professor de Santarém que se realizou na sede da associação.Durante o sorteio das rifas, no fim de almoço, a professora de música continuou a soltar acordes garantindo a animação e alegria que foram uma constante ao longo da tarde. Cerca de seis dezenas de professores, e alguns amigos, marcaram presença na festa. A delegação de Santarém da Casa do Professor tem como principal objectivo apoiar professores, sobretudo aqueles que chegam ao final da carreira. “Esta casa é um espaço de convívio e uma forma dos professores se manterem activos, não se isolarem e não sentirem que a vida acabou”, explica o presidente da associação, João Peres, antigo professor de Português e de Gestão e Contabilidade.

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