Sociedade | 28-12-2010 08:46

Pais queixam-se de violência entre alunos de escola

Um grupo de pais de uma escola de Santarém denunciou alegados casos de violência escolar entre alunos, uma situação que, para já, não foi confirmada pelo agrupamento. Segundo afirmou à agência Lusa, Isabel Marinho, representante dos encarregados de educação dos alunos do 1º ano da Escola Básica do 1º Ciclo de S. Domingos, o seu filho já terá sido mordido por duas vezes por outro colega e foi vítima de uma outra agressão. A mesma situação foi relatada à Lusa por outra encarregada de educação, Elsa Alvela, que afirmou que o seu filho foi “mordido por duas vezes por outro colega” e apareceu em casa com “nódoas negras num braço”. Isabel Marinho e Elsa Alvela já enviaram queixas por escrito à direção da escola e do agrupamento Alexandre Herculano e, em ambos os documentos, pode ler-se que, para além destes casos aqui reportados, os actos de alegada violência escolar por parte de alguns colegas dos seus filhos são “frequentes” e têm posto em causa o seu processo de aprendizagem. Segundo a representante dos pais, esta situação tem sido causada, principalmente, por cinco alunos, dois deles com necessidades educativas especiais. Maria João Igreja, directora do Agrupamento de Escolas Alexandre Herculano, referiu à Lusa que não tem conhecimento de “casos graves de violência escolar” no seu agrupamento mas assumiu ter conhecimento das queixas destes encarregados de educação. “Sobre esse caso, posso apenas dizer que reencaminhei o assunto para a coordenadora de departamento para se averiguar a situação”, referiu Maria João Igreja, acrescentando que não existe, até ao momento, qualquer processo instaurado aos alunos desta turma. Segundo a responsável de agrupamento, “é preciso olhar com atenção para estas situações para não se deixar avançar, no caso de serem verdade, mas também para não se rotular crianças sem fundamentos”. Isabel Marinho afirmou também à Lusa que estas situações de alegada violência lhe foram confirmadas pela própria professora da turma, Rosel Paixão, que lhe terá também dito que se sente “impotente” para resolver o problema.As duas encarregadas de educação ouvidas pela Lusa dizem ainda que os seus filhos começaram a “apresentar dores de cabeça frequentes” e “alterações do estado emocional” associadas a “alguma ansiedade”. Uma das mães, Elsa Alvela, disse mesmo que vai mudar o seu filho de escola antes do início do próximo período lectivo. Também ouvida pela Lusa, Júlia Lopes, mãe de outra aluna desta turma, se queixou de “mau ambiente escolar” e de que a sua filha “tem sentido dificuldades de aprendizagem com estes distúrbios na sala de aula”, apesar de nunca ter sofrido qualquer ato de alegada agressão física.

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