Sociedade | 03-07-2011 00:11

CDU defende recuperação do teatro de Alhandra no pacote da requalificação ribeirinha

A recuperação do Teatro Salvador Marques, em Alhandra, poderia ser feita no âmbito da candidatura à recuperação da zona ribeirinha, ainda em curso, através de um pedido de alteração justificado e sem alterar o montante do investimento. Quem o defende são os três vereadores da CDU da Câmara Municipal de Vila Franca de Xira, Ana Lídia Cardoso, Bernardino Lima e Aurélio Marques.Na última reunião da Câmara de Vila Franca de Xira, realizada na quarta-feira à tarde, 29 de Junho, nas instalações da CURPIFA (Comissão Unitária de Reformados, Pensionistas e Idosos da Freguesia de Alhandra) os vereadores da CDU altertaram para o avançado estado de degradação do Teatro Salvador Marques já que não há conhecimento de nenhum procedimento da autarquia que vise a recuperação do espaço que é ex-libris da freguesia.A presidente da Câmara Municipal de Vila Franca de Xira, Maria da Luz Rosinha (PS), considerou que não valerá a pena tentar a reavaliação da candidatura já que as verbas são muito reduzidas, argumento que não convenceu a CDU.“Estão previstos nessa candidatura investimentos muito avultados que eram possíveis de minimizar, sendo que essa redução poderia reverter a favor da recuperação do Teatro Salvador Marques”, defende a oposição.O pedido de alteração é permitido pelo regulamento do QREN (Quadro de Referência Estratégico Nacional) e seria para a CDU uma “esperança real para finalmente ter o Teatro Salvador Marques recuperado”.Os vereadores propõem ainda que sejam tomadas todas as diligências a fim de classificar o Teatro Salvador Marques como património de interesse municipal uma vez que a intenção de todas as forças políticas é colocar novamente aquele espaço ao serviço da cultura e da população.O Teatro Salvador Marques foi inaugurado em 1905 após o início de uma corrente cultural iniciada nos finais do século XIX. Na data da inauguração do espaço de raiz italiana o edifício foi considerado moderno e com valor arquitectónico. Ao longo de 50 anos recebeu muitos espectáculos e artistas das melhores e mais reconhecidas companhias.A falta de investimento em conservação por parte da proprietária levou a que em 1985 o espaço fosse encerrado pela Direcção Geral de Espectáculos por falta de condições. No final da década de noventa a Câmara Municipal de Vila Franca de Xira adquiriu o edifício com o objectivo de promover a recuperação e devolvê-lo à população, o que ainda não aconteceu. O espaço está emparedado há vários anos.“Com o cenário que crise que o país atravessa estamos conscientes de que serão maiores as dificuldades para alcançar esse objectivo. Mas tais dificuldades não significam a desistência de um processo que mantém os mesmos pressupostos”, refere a CDU.

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