Sociedade | 04-07-2011 14:32

Apoios comunitários garantidos no Ribatejo mesmo que produção fique abaixo dos mínimos

Os 280 produtores de tomate do Ribatejo vão receber apoios comunitários mesmo que a produção não atinja os valores mínimos exigidos, disse aos jornalistas o presidente da Federação de Agricultores do Ribatejo, Amândio Freitas.No final de uma reunião com o responsável da Direcção Regional de Agricultura de Lisboa e Vale do Tejo (DRAP-LVT), Amândio Freitas anunciou que a direcção regional lhe garantiu que as declarações emitidas pela DRAP-LVT permitem aos produtores de tomate, afectados pelos prejuízos do mau tempo, continuarem a receber os apoios comunitários com base no histórico de produção mesmo que, neste ano, não consigam atingir a produção mínima de 60 toneladas por hectare, um requisito exigido pelo despacho normativo 25/2008.Segundo Amândio Freitas, o mau tempo dos últimos meses impediu a plantação de centenas de hectares de tomate e, noutros casos, levou à destruição das plantações já efetuadas, prevendo-se prejuízos globais na ordem dos 25 milhões de euros.Esta redução na produção de tomate irá também pôr em causa o cumprimento da quota nacional de produção de tomate – que é de 1,05 milhões de toneladas – e impedir que o sector consiga também atingir as 60 toneladas de produção média por hectare, acrescentou o responsável da federação.Com a declaração agora emitida pela DRAP-LVT, que abrange 8400 hectares de produção agrícola de tomate, os produtores têm a garantia de que não serão afectados no cálculo do histórico de ajudas comunitárias – neste caso, do Regime de Pagamento Único (RPU) – que irão receber nos próximos anos. Segundo Amândio Freitas, “a direcção regional demonstra estar em sintonia com os agricultores e fez um bom trabalho de casa no levantamento da situação no terreno”. Segundo o dirigente agrícola, estas declarações abrangem a maioria dos produtores afectados. No caso dos prejuízos na vinha, que segundo a federação vão levar à perda de 60 por cento da produção deste ano, a direcção regional comunicou a Amândio Freitas que não tem conhecimento oficial do problema mas comprometeu-se com a federação a fazer um levantamento das situações e a encaminhar o assunto aos serviços do ministério.Neste sector da vinha, a Federação de Agricultores do Ribatejo pede a declaração do estado de calamidade pública, baseando-se no fato de mais de 50 por cento da produção ter sido afectada. O director regional de Agricultura não quis prestar declarações aos jornalistas, alegando que não tem autorização do ministério.

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