Sociedade | 11-07-2011 01:36

Relatório que acusa autarquia de segregação racial indigna autarcas

A Câmara de Rio Maior foi acusada pelo Centro Europeu dos Direitos dos Ciganos (CEDC) de segregar uma comunidade de etnia cigana que vive no bairro do Espadanal, construído em 2003 pelo município para realojar famílias que viviam num acampamento na zona onde foram construídos o pavilhão multiusos e o novo centro escolar da cidade.O relatório do CEDC - entidade não governamental que tem sede em Budapeste (Hungria) - foi recebido com indignação pelo executivo camarário, já que a maior parte dos argumentos aduzidos não corresponde à verdade. No relatório é alegado que essas famílias foram isoladas no meio da floresta, no topo de uma velha mina, onde não há transportes públicos, iluminação pública e acessos alcatroados. Queixam-se ainda de infiltrações nas casas e do problemas respiratórios relacionados com poeiras provenientes da antiga mina.A autarquia rebateu esses pontos referindo que as famílias são servidas por iluminação pública, por acesso asfaltado e que o bairro dista apenas 400 metros do perímetro urbano da cidade e fica a pouco mais de meio quilómetro de equipamentos como o pavilhão multiusos, o centro escolar ou a central de camionagem.Estranheza causou também a referência à antiga mina, cuja exploração cessou há cerca de 60 anos, não sendo do conhecimento dos autarcas qualquer queixa relativa a problemas respiratórios entre a população que possam ser associados à antiga actividade mineira. Argumentos que foram expostos a uma delegação do CEDC que esteve em Rio Maior, onde reuniu com elementos do município e teve oportunidade de visitar o bairro mas sem permitir que representantes da câmara os acompanhassem. O que caiu mal no seio do executivo.

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