Sociedade | 12-07-2011 00:39

Reformado exige indemnização de seguradora que não lhe deu carro de substituição

Gino Cachinho nunca pensou que uma simples saída de casa para abastecer de gasolina o seu automóvel lhe transtornasse tanto a vida e durante tanto tempo. Na tarde de 24 de Dezembro de 2010 saiu de casa, situada à beira da Estrada Nacional 114-3, em Foros de Salvaterra, e andados cem metros foi abalroado por outro condutor que não respeitou as regras de trânsito. Gino Cachinho seguia no sentido Salvaterra de Magos/Coruche e o outro condutor envolvido no acidente seguia em sentido contrário. Ambos tinham sinal verde mas o outro condutor ia mudar de direcção e não parou para dar prioridade a Cachinho.O carro foi arrastado e partiu as jantes, amolgou a porta do lado do condutor e os quatro pneus ficaram inutilizados. Gino Cachinho, 65 anos, não ganhou para o susto mas garante que no meio da desgraça até houve uma “pontinha” de sorte. “Por sorte não atropelei ninguém. Se estivesse alguém no local do acidente não sei o que poderia ter acontecido”, afirma a O MIRANTE.O seu automóvel teve que ir para a oficina e é aqui que começam os problemas. Segundo o auto do acidente passado pela GNR, o reformado foi ilibado da culpa do sinistro. De acordo com a lei, Gino Cachinho tem direito a um carro de substituição - pago pela seguradora da pessoa que teve culpa no acidente, neste caso a Seguro Directo - durante os dias em que o seu carro esteve na oficina. O reformado esteve sem carro de 24 de Dezembro de 2010 a 11 de Fevereiro de 2011 mas só recebeu um carro de substituição no dia 14 de Janeiro, altura em que a Seguro Directo assumiu a responsabilidade pelo acidente. Mas, surpreendentemente, a seguradora telefonou a Gino Cachinho no dia 3 de Fevereiro a “exigir” que entregasse a viatura de substituição nesse dia, apesar do seu carro ainda não estar pronto. “Ligaram-me a exigir que devolvesse o carro naquele dia e não me deram qualquer justificação. Achei melhor devolver para que não me pudessem acusar de nada”, explica.Gino Cachinho esteve sem carro em dois períodos enquanto o seu carro esteve na oficina: de 24 de Dezembro a 14 de Janeiro e de 3 a 11 de Fevereiro. O lesado avançou com um processo para tribunal onde exige cerca de 800 euros de indemnização pelos dias que esteve sem carro de substituição. Da Seguro Directo garante que nunca teve qualquer resposta. “Apenas me disseram que me pagavam os dias que estive sem carro de 4 a 10 de Fevereiro. Mas estive também sem poder deslocar-me desde o dia do acidente até 14 de Janeiro, quando finalmente veio o carro de substituição”, refere.O MIRANTE contactou a Seguro Directo para obter esclarecimentos mas nunca teve qualquer resposta até ao fecho desta edição.

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