Sociedade | 21-07-2011 08:00

Trabalhadores da TNC voltam à luta em Lisboa

Os trabalhadores da Transportadora Nacional de Camionagem (TNC), sediada em Alverca, concelho de Vila Franca de Xira, regressam hoje, 21 de Julho, a Lisboa. Desta vez vão sair por volta das 9h00 dentro de autocarros disponibilizados pelo Sindicato dos Trabalhadores de Transportes Rodoviários e Urbanos de Portugal (STRUP) e em veículos próprios. O destino é o Ministério da Economia e do Emprego onde prometem protestar contra a possibilidade de perderem os 126 postos de trabalho. Os trabalhadores decidiram deixar os camiões na empresa para não serem novamente barrados às portas de Lisboa pela polícia como aconteceu na passada terça-feira, 19 de Julho. “Embora o administrador de insolvência tenha decretado no passado dia 13 de Julho o encerramento da empresa, enquanto a juíza não publicar a acta dessa reunião de credores a empresa ainda não está encerrada judicialmente”, explicou a dirigente da STRUP Anabela Carvalheira. Os camiões podem, por isso, ser usados pelos trabalhadores que continuam a ser empregados da empresa até ao dia 31 de Julho. Para a marcha lenta que protagonizaram na passada terça-feira, usaram o combustível que os camiões possuíam antes do caso espoletar. “Temos aqui camiões que chegam a levar 1200 litros de gasóleo. Todos estes camiões que estão na empresa foram atestados em Espanha”, explicou o presidente da comissão de trabalhadores da TNC, José Martins. Da reunião que decorreu no dia 20 de Julho entre a presidente da Câmara Municipal de Vila Franca de Xira, Maria da Luz Rosinha, dirigentes sindicais, representantes dos trabalhadores e o administrador de insolvência, os trabalhadores auscultados por O MIRANTE mostraram-se “desiludidos”. “Entramos com as mãos a abanar e saímos da reunião com as mãos outra vez a abanar. Não abriram o jogo”, confirmou José Martins. Saíram apenas com a confirmação que o salário correspondente ao mês de Julho vai ser pago. O MIRANTE contactou o administrador de insolvência que se recusou a prestar qualquer declaração. Recorde-se que no dia 13 de Julho, por volta das 18h00, os trabalhadores foram informados que a empresa iria fechar, sem qualquer justificação adicional. Embora a empresa tenha decretado insolvência em Dezembro de 2009, o plano de reestruturação apresentado jamais pareceu aos trabalhadores que poderia ter este desfecho.

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