Sociedade | 23-07-2011 00:09

Lixo e mato povoam Urbanização do Botequim

O mato e o lixo que se vão acumulando na urbanização do Botequim, na freguesia de Meia Via, Torres Novas, tornou a motivar queixas entre os moradores, que há quase um ano não vêem o espaço devidamente cuidado. A rotunda que dá entrada à urbanização é limpa com alguma frequência, mas o resto dos passeios e terreno circundante é deixado ao abandono, até que os próprios moradores se mobilizem para limpar. Segundo o presidente da junta, José Gil Serôdio, a autarquia não tem verbas para garantir a limpeza destes loteamentos, competência que deveria ser assumida pela Câmara de Torres Novas. O autarca reconhece que existem protocolos de limpeza de bermas e valetas com a Câmara de Torres Novas, mas que no que toca a loteamentos como a urbanização do Botequim “não temos pessoal nem verba. Fazemos o que podemos”. “Tem que ser a câmara municipal a fazer esse trabalho”, referiu.A denúncia vem de Ana Matos, moradora com um filho ainda bebé que alerta para o perigo para as crianças que representam os passeios por limpar. “Algumas pedras da calçada estão partidas e com ervas enormes entre as mesmas, em redor e à frente dos prédios”. A última limpeza terá sido feita no início do Outono do ano passado. Desde aí não houve mais limpeza na urbanização, diz a moradoraAna Matos contactou a Junta de Freguesia da Meia Via, que lhe tem dado sucessivas respostas, desde “não temos verbas” até “não é da nossa competência”. “Há uns dias limpou o matagal que existia, que quase nos dava pela cintura, mas foi só. Pela rua também se acumula lixo nas ervas que estão no passeio, sem falar nos bichos que trazem para dentro de casa. E as folhas secas sujam as estradas, varandas e passeios”. A moradora fala ainda do parque infantil por trás da urbanização, cujo bebedouro prometido nunca chegou a ser instalado, além de existir pouca iluminação e não haver caixote do lixo. A estas preocupações o vizinho, Vítor Diogo, junta o risco de incêndio. “Já houve aqui a dada altura um fogo e os bombeiros não sabiam onde encontrar a boca-de-incêndio”, refere.O MIRANTE contactou a Câmara de Torres Novas, mas não obteve uma declaração sobre o caso.

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