Sociedade | 23-07-2011 00:06

Nova capela de São Pedro tarda em sair do papel

Um ano e meio após ter sido aprovado pelo executivo da Câmara de Santarém o protocolo que visa a demolição da degradada capela de São Pedro e a construção no local de um novo templo e de duas casas mortuárias, o projecto ainda não saiu do papel. Na passada semana foi aprovado pela EDP o projecto referente às infraestruturas eléctricas e o pároco do Divino Salvador, Joaquim Ganhão, espera que “apesar da crise” o processo comece agora a avançar com mais desenvoltura. O protocolo aprovado pela Câmara de Santarém em Fevereiro de 2010 prevê que a paróquia ceda o terreno em regime de direito de superfície pelo prazo de 50 anos e a autarquia garanta a construção da nova capela e das casas mortuárias, que serão abertas a todos os credos e darão apoio ao novo cemitério, previsto para a zona da Besteira. A gestão da capela, sita no lugar de São Pedro, junto à Estrada Nacional 3, na periferia da cidade, ficará a cargo da Igreja. O vereador com o pelouro das Obras Municipais, João Leite (PSD), diz que a autarquia mantém todo o interesse em concretizar o empreendimento, referindo no entanto que ainda há vários procedimentos que não estão concluídos, designadamente os projectos de especialidade. A concretizar-se este projecto, Santarém verá resolvido um problema que subsiste há muitos anos de não ter casas mortuárias com as devidas condições. Os velórios fazem-se actualmente junto à Igreja da Alcáçova, perto das Portas do Sol, um espaço exíguo, com um único acesso rodoviário e com problemas de estacionamento. “É preciso dar alguma dignidade aquele momento”, diz o padre Joaquim Ganhão, referindo que “foi a pensar nisso que chegámos a um entendimento positivo com a câmara para bem da cidade”. Por seu lado, a paróquia poderá contar novamente com a capela de São Pedro como local de culto, já que o actual templo se encontra encerrado por não oferecer condições. A comunidade católica dessa paróquia costuma reunir-se nas instalações dos Missionários Combonianos, no Jardim de Cima. O projecto para demolição da capela e construção da nova e das casas mortuárias já foi aprovado pela Câmara de Santarém no dia 25 de Novembro de 2009. “As coisas têm trâmites a seguir”, diz o sacerdote quando confrontado com o arrastar do processo,, admitindo desejar que no próximo ano as coisas se resolvesses. “Mas isso não depende só de nós”, ressalva, adiantando que a comunidade há anos que ambiciona um novo templo.

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