Sociedade | 25-07-2011 14:11

Herdeiro do fundador da TNC interessado em comprar o que resta da TNC

A empresa interessada em comprar o que resta da TNC chama-se We-Go e nada mais é do que uma empresa satélite da TNC2, propriedade de José Augusto Leal, herdeiro do fundador da empresa, e uma das actuais credoras da TNC. Os trabalhadores foram apanhados de surpresa com a novidade revelada hoje de manhã, 25 de Julho, depois da reunião que decorreu no Ministério da Economia e do Emprego, mas estão satisfeitos com a possibilidade de continuarem com os postos de trabalho. O Sindicato dos Trabalhadores Rodoviários e Urbanos de Portugal (STRUP) vai analisar esta tarde as condições de trabalho que a We-Go tem para oferecer aos trabalhadores. Depois do fundador da empresa falecer, a TNC acabou por ser dividida em duas, a TNC de transportes internacionais que ficou com Luzia Leal e a TNC2 dedicada aos transportes nacionais que ficou com José Augusto Leal, ambos filhos do fundador José Mendes Leal. Segundo a comissão de trabalhadores, a TNC2 pediu há um ano e meio a penhora da TNC para tentar recuperar valores alegadamente devidos, obrigando a irmã a requerer o processo de insolvência. É desta maneira que surge agora a We-Go, uma empresa satélite da TNC2, que está interessada em adquirir o que resta da TNC. “Não nos interessa se é a TNC2 ou a We-Go que pretendem comprar o passivo da TNC, o que nos interessa é salvaguardar os 126 postos de trabalho”, garantiu Fernando Fidalgo, da STRUP, no plenário que aconteceu por volta das 13h00 nas instalações da empresa. Durante a tarde o sindicato vai analisar a proposta da We-Go, apresentando depois as conclusões aos trabalhadores num plenário que está marcado para hoje às 18h00 e contará com a presença de Maria da Luz Rosinha. Recorde-se que no dia 13 de Julho, por volta das 18h00, os trabalhadores foram informados que a empresa iria fechar, sem qualquer justificação adicional. Embora a empresa tenha decretado insolvência em Dezembro de 2009, o plano de reestruturação apresentado jamais pareceu aos trabalhadores que poderia ter este desfecho. O passivo da TNC ronda os 8 milhões de euros, sendo o maior credor a TNC2 que reclama perto de 2,9 milhões de euros. (Notícia desenvolvida na próxima edição impressa de O MIRANTE)

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