Sociedade | 30-07-2011 00:07

IGESPAR e Cimpor avançam com última fase de restauro da charola do Convento de Cristo

O Instituto de Gestão do Património Arquitectónico e Arqueológico (IGESPAR) vai lançar “em breve” o concurso público internacional para a última etapa do restauro da charola do Convento de Cristo, monumento Património da Humanidade situado em Tomar.Gonçalo Couceiro, director do IGESPAR, disse à agência Lusa que esta derradeira intervenção vai abranger as superfícies arquitectónicas e o património integrado do tambor da charola (primitiva igreja do castelo construída no século XII, inspirada no templo de Omar, em Jerusalém).Sublinhando a “inegável relevância histórica e cultural” da charola do Convento de Cristo, Gonçalo Couceiro realçou o facto de o restauro estar a decorrer graças ao apoio mecenático da Cimpor, ao abrigo de um protocolo assinado em Janeiro de 2007.Esse protocolo previa um investimento total de 750.000 euros, a realizar num período de cinco anos, sendo que a última fase deverá ter um custo da ordem dos 400.000 euros, afirmou.Com uma duração prevista de 270 dias, esta intervenção incidirá sobre as superfícies arquitectónicas do tambor central e do seu património, tendo, na anterior, sido concluído o restauro do deambulatório exterior e do arco triunfal. Serão ainda “retomadas ou revistas diversas áreas ou espécies artísticas da charola que, por diversas razões, não foram antes tratadas, concluídas ou sofreram entretanto alguma degradação”, referiu.Segundo disse, os trabalhos desenvolvidos anteriormente “revelaram um bom comportamento e adequação das intervenções”, já que “o local tem condições de estabilidade climatológicas adequadas à sua conservação”.Gonçalo Couceiro adiantou que o IGESPAR tem promovido estudos que permitam intervir “com o maior rigor na preservação deste bem e para dispor de um corpus de informação para divulgação”.A Cimpor insere o apoio mecenático ao restauro da charola na sua política de responsabilidade social, realçando o envolvimento na recuperação de património “tão emblemático” como a Torre de Belém, o claustro do Mosteiro dos Jerónimos, o carrilhão do Convento de Mafra, a igreja Madre de Deus e os jardins da Fundação de Serralves e do Palácio de Queluz.Segundo o gabinete de comunicação da empresa, o início da nova fase do restauro da charola será assinalado com uma visita ao Convento de Cristo, durante a qual os responsáveis e os técnicos irão explicar em pormenor a intervenção.

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