Sociedade | 01-12-2011 00:40

Antigos mineiros indignados com indeferimento de classificação da Mina do Espadanal em Rio Maior

Os antigos mineiros de Rio Maior aprovaram um “voto de condenação” pelo indeferimento, por parte da Câmara Municipal de Rio Maior, do pedido de classificação do complexo mineiro do Espadanal como património de interesse municipal.Em documento enviado à Agência Lusa, os antigos mineiros da Empresa Industrial, Carbonífera e Eletrotécnica Lda. (EICEL) consideram “injustificável” o adiamento do “necessário reconhecimento legal” do valor do património mineiro para o concelho.Isaura Morais, presidente da Câmara Municipal de Rio Maior, disse esta quarta-feira à Agência Lusa que a salvaguarda daquele património não está em causa, tendo a autarquia deliberado não dar seguimento ao pedido de classificação “para já”, porque a criação de uma zona de protecção nas imediações iria colocar dificuldades a projectos de proprietários ali instalados.“Não é oportuno neste momento, porque não podemos inviabilizar projectos de alguns proprietários instalados nas imediações, mas a determinação de salvaguarda daquele património mantém-se a mesma de há seis anos, quando iniciei o processo, então como presidente da Junta de Freguesia de Rio Maior”, disse a autarca à Agência Lusa.Isaura Morais garantiu que não existe qualquer intenção de alienar, mas sim de valorizar o complexo.As antigas minas de carvão de Rio Maior começaram a ser exploradas em 1914/1915, em plena I Guerra Mundial, como resposta à falta de combustível no país, tendo a EICEL sido constituída em 1920.Em 1942, o governo atribuiu-lhe a função de reserva nacional de combustível, tendo determinado a exploração em larga escala e a construção do ramal ferroviário até ao Vale de Santarém, que foi concluído três anos depois.A fábrica de briquetes entretanto construída funcionou entre 1955 e 1969, tendo a Câmara Municipal de Rio Maior adquirido diversas parcelas do complexo mineiro, num total de cerca de 110 mil metros quadrados, em 1999.Os antigos mineiros querem a classificação da antiga fábrica de briquetes e do plano inclinado de extração da Mina do Espadanal como património de interesse municipal, acusando a autarquia de ter transformado o complexo num “depósito de resíduos e de materiais de construção”, deixando-o em “completo e indigno estado de abandono”.

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