Sociedade | 01-12-2011 13:14

Marcha de protesto contra deslocalização de uma passagem agrícola sob o IC9

Marcha de protesto contra deslocalização de uma passagem agrícola sob o IC9
Cerca de 50 populares participaram esta quinta-feira de manhã numa marcha de protesto, em Ourém, contra a deslocalização de uma passagem agrícola prevista na construção do IC9 entre Fátima e Alburitel.Esta é a segunda acção de protesto - a primeira foi a 12 de Setembro - promovida pela Comissão de Residentes Louçãs-Pinheiro, que nos últimos dois meses já apresentou queixas ao Ministério Público e ao Provedor de Justiça.Três carros de mão, 11 tractores, 14 carros ligeiros e cerca de meia centena de pessoas foram de Louçãs até à Câmara Municipal de Ourém, passando pelo mercado e regressaram depois a Pinheiro.Nos tractores havia cartazes com frases como “No concelho de Ourém o direito à sucata é mais importante que a Habitação”, “Justiça a funcionar, PA4 no seu lugar”, “Abaixo-assinado recompensa rua dentro de casa”, “Louçãs-Pinheiro quem não tem carro não pode andar a pé” ou “Cumprir projecto de execução seria a solução”. Existe uma alternativa à passagem suprimida pelo IC9, mas obriga a um desvio de cerca de quatro quilómetros. A solução não agrada a uma população que se desloca sobretudo a pé. "A Estradas de Portugal autoriza, a empresa que está fazer a obra apresentou a solução e a Câmara diz que paga metade [60 mil euros]. Esta marcha de protesto serve para pressionar as entidades competentes a tomarem uma decisão o mais rápido possível, antes que seja tarde de mais", sublinhou à Lusa esta manhã Paulo Santos Fonseca, um dos membros da comissão.O projecto de execução do lanço Fátima/Ourém do IC9 previa uma passagem agrícola que ligaria Louçãs e Pinheiros, de forma a permitir a circulação pedonal, de automóveis e de veículos agrícolas.A passagem foi entretanto afastada em cerca de dois quilómetros para o lugar de Casal dos Matos, o que mereceu críticas da Comissão de Residentes, alegando que tal irá destruir as relações de vizinhança e afectar a economia das duas comunidades rurais.No início de Agosto foi promovido um abaixo-assinado que reuniu mais de duas centenas de assinaturas contra uma situação que, a concretizar-se, alegam os manifestantes, irá pôr fim a três caminhos vizinhos que faziam a "ligação directa, curta e rápida" entre Louçãs e Pinheiros.A passagem do IC9 pelo concelho de Ourém há muito que tem sido alvo de polémica e motivado protestos por parte da população, Câmara Municipal e de juntas de Freguesia.A 20 de Julho, o vereador da Câmara de Ourém José Alho anunciou que o município ia interpor uma providência cautelar que visava suspender as obras de construção do troço do IC9, via que vai ligar Nazaré a Ponte de Sôr.Na origem do diferendo estava a quantidade e localização das passagens das vias municipais, o que motivara já uma queixa no Ministério Público por parte da Junta de Freguesia de Gondemaria.Entretanto a autarquia e o consórcio construtor voltaram a sentar-se à mesa de negociações e no início de Novembro anunciaram um acordo.O acordo com o LOC deixa de fora a resolução de alguns conflitos, como os da travessia de linhas de água em Alburitel, o corte de acesso pedonal entre Louçãs e Pinheiro, bem como os acessos cortados em Pimenteira.

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