Sociedade | 06-12-2011 21:25

Estradas de Portugal recua e não avança com corte total da EN 10-6

A Estradas de Portugal (EP) recuou na decisão de avançar com o corte total da EN 10-6, prevista para esta quarta-feira, dia 7, que iria isolar o sul do concelho de Vila Franca de Xira, para iniciar a demolição da ponte Ventosa.A informação foi confirmada à Lusa por fonte da empresa que acrescentou "estarem a decorrer conversações com a autarquia" no sentido de se chegar a um entendimento para que a obra possa avançar.A mesma fonte adiantou que na próxima reunião do conselho de administração da EP, "será discutida a possibilidade de a obra ser feita faseadamente, permitindo a passagem alternada de veículos", mas que sairá mais cara 80 mil euros. Se a alteração for aceite, terá de ir ao Tribunal de Contas para aprovação.De acordo com a EP, "a obra não irá avançar na quarta-feira, como previsto" e só depois de o conselho de administração se reunir, o que poderá acontecer já esta quarta-feira, haverá novos desenvolvimentos e alguma decisão final.A população das aldeias rurais de Calhandriz, A-dos-Melros e Adanaia estão contra o corte total da via, que liga Alverca do Ribatejo a Arruda dos Vinhos e esta terça-feira à tarde voltaram a concentrar-se junto da ponte, onde na segunda-feira lançaram um abaixo-assinado, reclamando o "corte faseado da via" ou a colocação de "uma ponte militar".As duas alternativas propostas pela empresa, não agradam à população e no abaixo-assinado é dito que as mesmas "não são exequíveis". A primeira "traz um acréscimo de 28 quilómetros em cada deslocação", mais o "tempo perdido", alegam. O documento chama ainda a atenção para o "engarrafamento" que a situação irá causar na Estrada Nacional 10 entre Alverca e Alhandra.Segundo os subscritores a segunda alternativa "é um percurso com duas vias, mas que em vários pontos só é possível passar um veículo ligeiro de cada vez", sendo a estrada interdita a "veículos pesados".O documento refere que o corte total da estrada "vai criar grandes transtornos à população" e dá como exemplo o facto de poder haver um acidente, um incêndio, uma doença súbita ou roubos, e, devido ao isolamento, os habitantes "irão ficar privados de um socorro em tempo útil" por parte de bombeiros e PSP.Acrescenta ainda que os habitantes ficarão "sem os transportes públicos" que asseguram a deslocação de "muita da população idosa" para os centros urbanos e dos "jovens para as escolas de Alverca e Arruda dos Vinhos".Os habitantes concordam com a obra, orçada em 220 mil euros, que há muitos anos é reclamada pelos próprios, por questões de segurança, mas propõe que, durante os dois meses de empreitada, esta seja feita "de forma faseada, permitindo a circulação alternada", ou então a colocação de "uma ponte militar".

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