Sociedade | 06-12-2011 00:47

Os traumas infligidos às crianças que são retiradas à força do seu ambiente familiar

Quarta-feira, 23 de Novembro, três e meia da tarde em Montalvo, concelho de Constância. Um militar da GNR e uma técnica da Segurança Social tentam levar uma criança para internar numa instituição, por ordem do tribunal. O tumulto é grande. O menino grita, esperneia e pede à avó em casa de quem vive para não deixar que o levem. Os vizinhos que assistem à cena contam que o recurso à força foi inevitável. Não é a primeira vez que elementos da GNR se vêm envolvidos em cenários do género envolvendo crianças que são retiradas à família. O traumatismo causado aos menores é enorme. As situações são perversas dado que a ordem de retirada das crianças é tomada com a justificação de as proteger de situações consideradas traumatizantes por Comissões de Protecção de Crianças e Jovens ou Tribunais. Em Foros de Salvaterra, concelho de Salvaterra de Magos, a 20 de Junho de 2008, três menores foram retirados de casa durante a madrugada, por elementos da GNR com cães. Para as forças de segurança aquele tipo de missões é desconfortável. O tenente-coronel Joaquim Nunes, oficial responsável pelas relações públicas da GNR de Santarém, diz que há militares que têm formação específica para aquele tipo de casos mas que nem sempre estão disponíveis. * Notícia completa na edição semanal de O MIRANTE.

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