Sociedade | 06-12-2011 13:46

Planos de pormenor usados para a especulação imobiliária

Os planos de pormenor, que estabelecem as regras de construção em determinas zonas, são para vários autarcas da região instrumentos importantes de gestão do território. Mas também abrem caminho à especulação imobiliária. A opinião é partilhada por grande parte dos autarcas de Benavente, Azambuja e Vila Franca de Xira. Estes planos, que são feitos seguindo as regras estabelecidas nos Planos Directores Municipais (PDM) vigentes em cada concelho, originam mais-valias para os donos dos terrenos por eles abrangidos. Os autarcas reconhecem que os proprietários conseguem desta forma vender os espaços por valores muito mais elevados. "Desde 2002 que a Câmara da Azambuja aprovou 15 planos de pormenor e temos sempre ouvido falar das mais variadas utilizações para todos estes terrenos no concelho, de áreas empresariais a zonas turísticas com hotéis. Quantos viram a luz do dia? Quantas novas áreas empresariais temos? E quantos hotéis? Estes planos só servem para gerir expectativas e alimentar especulação imobiliária", defende o vereador António Jorge Lopes (Coligação Pelo Futuro da Nossa Terra). * Notícia desenvolvida na edição semanal de O MIRANTE.

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