Sociedade | 11-12-2011 00:43

Falta de liberdade e excesso de regulamentação condenam as escolas e prejudicam os alunos

O sistema de ensino português é mau porque não proporciona uma cultura de liberdade às escolas e sobrecarrega o seu dia-a-dia com procedimentos burocráticos e excesso de regulamentação. Isso prejudica os alunos e compromete o desenvolvimento futuro da região. A opinião é de professores, pais e profissionais da área do ensino que estiveram reunidos na noite de 7 de Dezembro no Páteo Valverde, em Azambuja, no debate sobre educação e desenvolvimento local, promovido pela Coligação Pelo Futuro da Nossa Terra. “O nosso sistema de ensino promove a desigualdade. Há falta de liberdade nas escolas. Há falta de criatividade e um excesso de regulamentação. Só com liberdade e autonomia responsável é possível criar um bom modelo de escola que depois possa, com a formação que dá aos jovens, servir melhor a comunidade onde está inserida. Hoje isso não acontece”, lamentou Francisco Vieira e Sousa, secretário-geral do Fórum para a Liberdade de Educação, que foi um dos convidados da noite. A sua opinião foi partilhada por José Manuel Franco, professor e director do agrupamento de escolas de Azambuja.“O modelo burocrático não presta. Ainda que se anuncie mais autonomia para as escolas a verdade é que a falta de liberdade tem-se agravado. As centrais de compras são disso um exemplo. São um atentado à falta de liberdade. Coisas que podíamos comprar mais barato aqui em Azambuja somos obrigados a comprar através da central”, condenou. Na plateia estiveram mais de 60 pessoas, entre as quais a actual vereadora com o pelouro da Educação, Ana Maria Ferreira (PS).* Notícia desenvolvida na próxima edição semanal de O MIRANTE.

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