Sociedade | 13-12-2011 13:02

Corpos Gerentes dos bombeiros do Entroncamento demitem-se e vão ser marcadas eleições

Os trinta e dois bombeiros voluntários do Entroncamento que dia 24 de Outubro pediram a passagem ao quadro de reserva e que por várias vezes afirmaram publicamente que não voltariam ao activo enquanto o presidente da direcção da Associação Humanitária não se demitisse, conseguiram o seu ojectivo. Num comunicado emitido há momentos, o presidente da Assembleia Geral, Mário Olímpio Ferreira anunciou a demissão de todos os elementos dos Corpos Gerentes e a marcação de uma assembleia extraordinária para dia 27 de Dezembro, "a fim de dar início ao processo de eleição de novos órgãos sociais". Num comunicado, aquele dirigente lamenta a postura dos bombeiros na noite de 5 de Dezembro após ter falhado, por falta de quorum, uma assembleia geral que tinha sido pedida por uma centena de associados, entre os quais estavam os bombeiros demissionários, destinada a demitir os Corpos Gerentes. "A responsabilidade pela não destituição dos órgãos sociais só a eles (associados) pode ser pedida. Por isso mesmo não compreendo a reacção de algiuns associados então presentes. Esta instituiçãop rege-se por regras definidas em Estatutos, as quais têm que ser cumpridas, sejam elas ou não do vosso agrado", pode ler-se. Recorde-se que após ter sido anunciado que a Assembleia não se realizaria devido à não presença de, pelo menos 75% dos associados que a haviam pedido, os bombeiros demissionários ocuparam o palco para reafirmar que não voltariam ao serviço enquanto o Presidente da Direcção não se demitisse. Na mesma boite, as portas da Associação foram encerradas com correntes por elementos não identificados e foram coladas cruzes negras nas nas mesmas.Também através de um comunicado o Presidente da Direcção anuncia o seu pedido de demissão afirmando que foram violados "todos os princípios da ética, do bom senso, do respeito, da disciplina e do diálogo". Filipe Rato da Graça diz que os Bombeiros, "escolheram o seu caminho ao perderem a postura e a dignidade, e de alguma forma feriram a confiança da Associação que neles sempre depositou e em muito investiu, ao abandonarem a missão para a qual se candidataram, manipulados por meia dúzia de elementos apoiados por ex-dirigente e com a total passividade do seu comandante e total empenho do 2º. Comandante, tal como observado nos últimos acontecimentos públicos, extremados ao ponto de encerrarem as suas instalações a cadeado". E acrescenta; "É certo que a Associação precisa dos seus Bombeiros, razão afinal da sua existência, mas não Bombeiros a qualquer preço, tendo em conta as normas e regras de respeito e de solidariedade institucional que devem ser cumpridas. O que se passou viola todos os princípios da ética, do bom censo, do respeito, da disciplina e do diálogo.

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