Sociedade | 15-12-2011 00:34

Câmaras de Abrantes e Barquinha querem revisão dos valores das portagens na A23

As Câmaras de Abrantes e Vila Nova da Barquinha defenderam esta quarta-feira a urgência de uma revisão à forma como se calculam os valores das portagens na A23, montantes que consideram "desproporcionados" e "bastante inflacionados".Em Abrantes, o executivo municipal aprovou por unanimidade uma moção em que reclama a revisão das taxas de portagem na autoestrada da Beira Interior (A23), sob pena, afirma, "de se continuar a aplicar um regime onde a equidade e justiça social são colocadas em causa".Em comunicado, a autarquia alude ao Decreto-Lei que sujeita os lanços e sublanços das autoestradas SCUT, entre as quais a da Beira Interior, ao regime de cobrança de portagens aos utilizadores, tendo sublinhado o artigo que refere que "(…) as taxas de portagem (…) são o produto da aplicação das tarifas de portagem ao comprimento efectivo de cada sublanço ou conjunto de sublanços". "A aplicação desta norma resulta em taxas de portagem na autoestrada da Beira Interior que, quando comparados com outras autoestradas, se apresentam bastante inflacionadas", defenderam os autarcas, tendo exemplificado com os cerca de 100 quilómetros percorridos entre as portagens de Alverca e as portagens de Torres Novas."Percorrer a distância entre Alverca e Torres Novas custa ao utilizador 5,75 euros. Os cerca de 40 quilómetros percorridos entre o pórtico da Zibreira (Torres Novas) e o pórtico de Montalvo/Constância custam ao utilizador 3,30 euros", apontam, tendo concluído que "o princípio da equidade e justiça social se encontra claramente colocado em causa", e defendido a revisão "urgente" da forma como se calculam os valores das referidas portagens.Em Vila Nova da Barquinha, depois das deliberações aprovadas em sede da Assembleia Municipal contrárias à cobrança de portagens na autoestrada A23, a autarquia veio em comunicado "alertar" para a "desproporcionalidade" e para os montantes extremamente elevados das taxas de portagem.A título de exemplo, os responsáveis autárquicos afirmam que quem fizer o trajecto entre a saída da A1 (nó de Torres Novas) até ao nó da Atalaia, que dá acesso ao concelho de Vila Nova da Barquinha e à A13, entre outros destinos, pagará pelos referidos 17 quilómetros a quantia de 2,30 euros, ou seja, 0,14 euros por quilómetro."Esta taxa é desproporcional, injusta e discriminatória face ao preço praticado em territórios com elevado nível de vida, onde as taxas são inferiores", defenderam, tendo acrescentado que, enquanto percorrer 17 quilómetros na A23 custará 2,30 euros, quem se deslocar a Lisboa através da A1, com entrada no nó de Torres Novas (percurso de 96 quilómetros), está neste momento sujeito a uma taxa de portagem de 5,65 euros."Perante tamanha desproporcionalidade", a Câmara Municipal de Vila Nova da Barquinha disse ainda que está a "analisar outras possíveis formas de reacção".

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