Sociedade | 16-12-2011 01:35

Câmara de Santarém corta 30 por cento nos apoios aos bombeiros voluntários do concelho

A Câmara Municipal de Santarém vai reduzir em 30 por cento o valor dos apoios mensais a conceder às três associações de bombeiros voluntários do concelho no próximo ano, devido à necessidade de reduzir custos face à difícil situação financeira que atravessa a autarquia. Os Bombeiros Voluntários (BV) de Pernes são os que mais vão receber (7.070 euros mensais). Os BV de Santarém vão contar com 4.655 euros por mês e os BV de Alcanede com 4.564 euros mensais.A decisão foi tomada em reunião de câmara onde o vereador do PS Ludgero Mendes questionou os critérios que levam à atribuição desses montantes, que lhe parecem “desajustados”, referindo que os BV de Santarém, que têm a seu cargo a cobertura de 18 freguesias, recebem bem menos do que os BV de Pernes que têm a seu cargo sete freguesias e mais parte de duas. Já os BV de Alcanede cobrem apenas duas freguesias e que recebem quase o mesmo que a os BV de Santarém.O vereador com o pelouro da Protecção Civil, António Valente (PSD), referiu que a diferença entre os valores protocolados já vem de trás e explicou-a pelo facto de os BV de Santarém cobrirem uma área onde os Bombeiros Municipais estão mais próximos em termos de resposta, ao contrário do que sucede nas freguesias a norte do concelho.Ludgero Mendes apelou ainda ao pagamento atempado dos valores protocolados, o que não tem sucedido nos últimos anos e tem causado dificuldades financeiras e consequentes constrangimentos na gestão das várias associações. “Acho que as associações irão sobreviver a esta redução nos apoios, mas não sei se sobrevivem ao atraso nos pagamentos com que são confrontadas”, afirmou.O vereador do PS lembrou que as associações vivem as mesmas dificuldades que as empresas no que toca ao relacionamento com os fornecedores e que algumas já tiveram dificuldades em pagar os salários ao pessoal a tempo e horas e sofreram ameaças de ser cortado o abastecimento de combustível a crédito devido à dívida acumulada. “Compreendo as dificuldades da câmara mas peço que pelo menos se reduza o atraso no pagamento dos apoios”, sublinhou Ludgero Mendes.

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